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Política Revisado por ULTRA AI

Indício de petróleo acirra disputa eleitoral no Amapá, pressiona Petrobras e atrai Lula ao estado

Governador Clécio Luís (União Brasil), que concorre à reeleição, e Furlan (PSD), da oposição, disputam protagonismo sobre a pauta

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Política — imagem padrão

A descoberta de indícios de petróleo na bacia Foz do Amazonas, em águas profundas no Amapá, anunciada na semana passada, já acirrou a briga eleitoral entre candidatos do estado, que disputam o discurso sobre os investimentos necessários para instalar uma base da Petrobras na região.

Os principais postulantes ao governo estadual querem impulsionar a exploração de óleo e gás na costa para desenvolver a economia local. Os achados da empresa na Foz do Amazonas serão expostos na campanha tanto por quem disputa eleição local, como nacional.

Como mostrou a Folha, o presidente Lula (PT), vai ao estado nesta segunda (17) visitar o navio-sonda da Petrobras e usará a descoberta recente da estatal como um trunfo eleitoral, embora ainda não esteja confirmado se há petróleo de fato na área.

O presidente fará a visita acompanhado pelo Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e pelo seu aliado no estado, o governador Clécio Luís (União Brasil), que concorre à reeleição.

A expectativa de Alcolumbre é que o petista declare apoio a Clécio.

O embate eleitoral local é focado em como contornar as dificuldades logísticas do Amapá para que a Petrobras decida por instalar as bases de operações no estado e não prefira desloca-las para outro lugar na região Norte.

O Amapá é o único estado brasileiro que não possui ligação por terra com o resto do país. Para levar cargas, apenas de barco ou avião, o que encarece os custos de vida e de produção.

Além disso, o Oiapoque, município mais próximo do primeiro poço perfurado, é rodeado de terras indígenas, o que também dificultaria a obtenção de licenças para a uso das áreas no local.

Outro problema logístico são as rodovias não asfaltadas. Do município de Santana, onde está o principal porto, até Oiapoque são 585 km, 120 deles em estrada de terra, que levam a dificuldades de fluxo principalmente na época de chuva.

A obra, com os trechos já licitados, tem mais de 40 anos e é considerada uma das mais antigas do Brasil. Mesmo na parte asfaltada, a maioria das pontes é de madeira, o que as torna inadequadas para cargas mais pesadas.

Em números

  • Do município de Santana, onde está o principal porto, até Oiapoque são 585 km, 120 deles em estrada de terra, que levam a dific

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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