O governo federal deve converter a atual subvenção à gasolina em desoneração, e manter a retirada de impostos do combustível, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, à CNN.
Valor do alívio tributário ainda está em aberto, mas tendência é que se mantenha no mesmo patamar atual da subvenção, segundo apurou a CNN.
Para manter a retirada de tributos do combustível, o governo deve utilizar a Lei Complementar aprovada pelo Congresso em agosto, que permite o uso das receitas extras de petróleo para reduzir os impostos federais sobre combustíveis.
A prorrogação deve ser feita via decreto presidencial, que deve ser editado na quarta-feira (9). O valor da desoneração ainda não está decido, pois cabe ao presidente Lula (PT), mas a tendência é que se mantenha no mesmo patamar da subvenção, segundo apurou a CNN.
Caso a desoneração seja concedida para a gasolina, o etanol também deve ser beneficiado uma vez que a constituição obriga um diferencial competitivo para biocombustíveis, no caso de concessão de benefícios a combustíveis fósseis.
A legislação determina que o diferencial absoluto entre os tributos federais cobrados sobre esses combustíveis deve ser mantido. Além disso, caso a tributação sobre a gasolina sofra um corte igual ou superior a 30%, as alíquotas federais sobre o etanol serão zeradas.
Desde março, o governo tem concedido subvenções a combustíveis devido ao impacto no preço dos produtos causado pelo conflito no Oriente Médio, que provocou a alta no preço do petróleo no mercado internacional.
Além das subvenções, o governo criou ainda um imposto de exportação de 12% sobre o óleo bruto como medida regulatória para evitar o desabastecimento no ambiente doméstico.
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