## Pesquisa identificou proteína ligada ao amadurecimento das células B e aponta possível caminho para novos tratamentos.
O linfoma é um tipo de câncer que ataca o sistema linfático, responsável por produzir as células de defesa do organismo. Há mais de 60 tipos diferentes desse tumor, divididos em 2 grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin.
Uma das formas mais agressivas, o LDGCB (linfoma difuso de grandes células B), também está entre as mais frequentes na população. Estima-se que 40% dos linfomas não Hodgkin sejam LDGCB, o que representa quase 5.
000 novos diagnósticos por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer.
Por isso, a ciência tem se dedicado a estudar mais esses tumores. Um estudo publicado em março no Journal of Immunology encontrou respostas que podem ajudar a entender sua origem, agressividade e até indicar um novo caminho de tratamento.
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Josep Carreras, na Espanha, identificaram, primeiro em células humanas in vitro e depois em animais, um mecanismo pelo qual o linfoma consegue comprometer o sistema imunológico, facilitando sua própria multiplicação.
Segundo os resultados, o LDGCB age impedindo a expressão de uma proteína responsável pelo amadurecimento das células B, que produzem anticorpos e são uma das principais linhas de defesa do organismo.
Ao não receberem uma proteína chamada HDAC7, as células passam a se multiplicar de forma descontrolada. O estudo indica que a diminuição dessa proteína foi associada a um prognóstico ruim, possivelmente facilitando o avanço da doença.
Uma forma de entender o mecanismo é pensar que ele desativa “interruptores”.
Esse processo pode ajudar a explicar o que leva o LDGCB a avançar tão rapidamente. A pesquisa também indica como religar o “interruptor” desativado.
Isso melhorou a saúde de animais com linfoma, além de apresentar bons resultados na redução de células tumorais.
Apesar dos resultados animadores, é preciso cautela.
Também é preciso considerar que o caminho de uma descoberta em animais até se tornar uma terapia eficaz em seres humanos é complexo.
Atualmente, o tratamento do linfoma difuso de grandes células B combina quimioterapia e imunoterapia. Com diagnóstico precoce e terapias corretas, estima-se que 70% dos pacientes alcancem a remissão completa.
Para os casos em que a doença resiste, uma alternativa promissora são as terapias celulares, como a CAR-T, que utiliza células do próprio paciente, modificadas geneticamente, para atacar células relacionadas ao câncer sanguíneo.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.