Esse é o diagnóstico do historiador Jones Manoel (PSOL), candidato a deputado federal em Pernambuco que é um dos poucos progressistas a dominar as redes –tem um dos canais de YouTube de esquerda de maior audiência.
Em entrevista ao podcast "A Máquina", série da Folha publicada pelo Café da Manhã durante o período eleitoral, Jones ressalta que o problema não se restringe à comunicação digital.
A mensagem da esquerda hoje é muito voltada para o passado, oferece poucas alternativas de futuro", diz. "A maioria dos progressistas diz: 'estamos no menor desemprego da história.' Ou seja, o progressista está dizendo que a pessoa passar 12 horas numa bicicleta entregando iFood é emprego e tudo bem.
Por que a direita consegue engajar mais do que a esquerda nas redes? O primeiro fator é o meio de comunicação, que não é neutro. As big techs têm um lado político explícito.
Reportagem no The New York Times e pesquisas acadêmicas mostram o condicionamento da governança algorítmica para privilegiar conteúdos de extrema direita.
O terceiro elemento é a universalização da internet no Brasil. No momento que a internet explodiu no Brasil, o PT era governo havia muito tempo, e acabou sendo identificado como o sistema.
Então se criou toda um ecossistema contra o establishment, contra o que está aí.
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