A representação ocorre depois de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, afirmar em uma proposta de delação premiada que doação à campanha do governador foi uma negociação de propina.
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Vorcaro teria afirmado que pagamentos teriam sido intermediados por Kassab, que nega irregularidades.
A operação teria sido intermediada pelo presidente do PSD. Gilberto Kassab e Tarcísio negam qualquer irregularidade.
Os valores foram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na operação Compliance Zero.
A ação ainda questiona a atuação da PKL One Participações, empresa responsável pelo Credcesta e ligada ao Banco Master. Segundo as autoras, a companhia permaneceu operando no sistema estadual por mais de 3 anos durante a atual gestão e passou por 2 recadastramentos.
O credenciamento foi suspenso somente em fevereiro de 2026, com a identificação de irregularidades envolvendo o Master.
A deputada cita a possibilidade de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e violações relacionadas ao sistema financeiro nacional.
Ao Poder360, Kassab refutou o relato com veemência.
Procurada por este jornal digital, a defesa de Augusto Lima disse que não vai comentar porque classifica como “absurdas” as declarações.
Ao Poder360, Tarcísio de Freitas também negou qualquer relação com Vorcaro. “A campanha de Tarcísio de Freitas de 2022 contou com mais de 600 doadores e foi conduzida em estrita observância à legislação eleitoral.
O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado e não tinha conhecimento de eventuais condutas alheias à campanha. A prestação de contas da campanha foi regularmente apresentada e aprovada pela Justiça Eleitoral”, diz o comunicado.
A nota acrescenta que o credenciamento da PKL One Participações no sistema estadual de consignações ocorreu em maio de 2022, na gestão anterior, e que a participação não envolve repasse de recursos públicos.
Leia a nota completa enviada ao Poder360.
O Governo de São Paulo também repudiou e negou qualquer insinuação de irregularidade ou favorecimento envolvendo o credenciamento da PKL Credcesta para operar crédito consignado no Estado.
Segundo a administração estadual, não há relação entre o credenciamento da empresa, eventuais doações mencionadas e as relações atribuídas a Kassab, que era secretário de Governo na gestão anterior.
Em nota, o governo afirmou que a PKL Credcesta foi credenciada no sistema estadual de consignados em 27 de maio de 2022, antes de Tarcísio assumir o governo. Segundo a administração, a atual gestão não credenciou nem contratou a empresa e não concedeu exclusividade ou tratamento diferenciado à instituição.
O governo também afirmou que o credenciamento é um procedimento administrativo regulamentado e baseado em critérios objetivos. Segundo a nota, não se trata de um contrato com o Estado nem envolve repasse de recursos públicos.
O contrato de crédito consignado é firmado diretamente entre o servidor e a instituição financeira.
A administração estadual negou ainda relação entre a PKL e o Decreto nº 69. 126/2024, que incluiu as SCFIs (sociedades de crédito, financiamento e investimento) entre as instituições que podem ser credenciadas para operar consignado.
Segundo o governo, a PKL foi habilitada por outra categoria, em 2022, e não se enquadra na mudança promovida pelo decreto.
Por fim, o governo afirmou que suspendeu, em 19 de fevereiro de 2026, a celebração de novos contratos com a PKL, depois de a empresa ser liquidada pelo Banco Central.
Os contratos já existentes continuam sendo honrados por orientação da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), segundo a administração, para proteger servidores que já haviam contratado o crédito.
Leia a íntegra da nota enviada pelo Governo de São Paulo.
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