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Empresário que fez repasses para 'Dark Horse' passa por audiência com auxiliar de Mendonça e diz que

Voluntariedade é um dos requisitos para que delação premiada seja homologada pelo juiz. Dono da Entre Investimentos disse à PGR que 'gerava' dinheiro vivo para

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Empresário que fez repasses para 'Dark Horse' passa por audiência com auxiliar de Mendonça e diz que

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior e sua defesa participaram na tarde desta terça-feira (8) de uma audiência com um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para avaliar o acordo de delação fechado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no mês passado.

  • recibos das diversas malas que comprou para guardar o dinheiro vivo.
  • contratos de mútuo (contratos de empréstimo) simulados com a empresa Entre para justificar os pagamentos.
  • registros das transferências bancárias para os operadores.
  • uma tabela com os valores e as datas de todas as transferências, entre outros elementos.

Na reunião, o juiz questionou se o acordo foi assinado pelo empresário de forma voluntária. Ele respondeu que sim. A voluntariedade é um requisito para que uma delação seja homologada pelo magistrado responsável.

Não há prazo para Mendonça homologar o acordo.

O empresário, conhecido como Mineiro, afirmou em sua delação — assinada com a PGR em 8 de agosto — que era responsável por "gerar" dinheiro vivo para a equipe de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

O dinheiro era entregue em malas e, segundo o empresário, seria usado para pagamentos de propina.

Mineiro é dono da Entre Investimentos, a empresa que, a mando de Vorcaro, fez repasses para o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os valores para o filme foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente.

Os pagamentos realizados por Antonio Carlos [Mineiro] para operadores com a finalidade de gerar valores em espécie eram geralmente formalizados por meio de contratos de mútuo firmados com a empresa Entre Investimentos", disse o delator.

De acordo com Mineiro, os operadores conseguiam o dinheiro em espécie por meio de contatos no Brás, no Centro de São Paulo, e no setor de combustíveis.

Depois, entregavam os valores a ele na sede da Entre Investimentos, na Rua Iguatemi, no Itaim Bibi, na capital paulista.

Mineiro e os operadores que obtinham o dinheiro vivo ganhavam um percentual pelo trabalho: 1% e 4%, respectivamente.

Para comprovar seus relatos, o empresário apresentou às autoridades.

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Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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