No duelo proposto pela oposição para este 7 de Setembro, os dois principais rivais na corrida presidencial fizeram apostas distintas usando o mesmo material: a crise institucional envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal).
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi ao ataque, Lula (PT) contentou-se com uma fotografia oficial que tem lá sua importância simbólica, mas sugere uma atitude defensiva.
Resta saber qual será o impacto nas próximas pesquisas eleitorais.
Como está decantado, Flávio torceu o noticiário negativo em relação ao escândalo do Banco Master, do qual é personagem ativo como uma das pessoas que pedia dinheiro e chamava o ex-controlador da instituição Daniel Vorcaro de "meu irmão.
Com a eclosão do caso das mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, nêmesis do bolsonarismo, e Vorcaro, o senador jogou tudo na ojeriza que o magistrado causa em sua base.
Uniu um "fora Lula" a um "fora Moraes" na largada do discurso na avenida Paulista.
É pregação para convertidos, e o presumido conhecimento do patrono ideológico Silas Malafaia acerca do Novo Testamento e das palavras de Jesus sobre a hipocrisia dos fariseus ficou de lado.
Se irá capturar indecisos ou pendulares, é algo a ver.
Sem um mote claro de campanha senão o sobrenome, Flávio achou na crise protagonizada por Moraes e seu adversário na corte André Mendonça um norte discursivo. O senador foi ao ataque, ironias à parte dada sua condição de vidraça óbvia.
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