Os principais indicadores do mercado financeiro no Brasil operam no campo negativo nesta quinta-feira (10), em linha com a tensão global com os conflitos no Oriente Médio e decisões sobre juros no radar dos investidores.
Petróleo se mantém acima de US$ 100 com conflitos no Oriente Médio; BCE sobe taxas na zona do euro.
Mercados também digerem a alta dos juros pelo BCE (Banco Central Europeu), na zona do euro, e dados da inflação nos Estados Unidos, que devem balizar as expectativas para aumento das taxas pelo Fed (Federal Reserve), na próxima semana.
O movimento segue a tendência de alta da divisa ante uma cesta de moedas fortes, conforme o DXY.
Na mesma hora, o Ibovespa perdia quase 0,5%, aos 184,7 mil pontos, também em linha com queda generalizada nas principais praças do globo.
A commodity mostra aceleração desde o início da semana, após novos ataques de houthis contra forças da Arábia Saudita e a atual expansão dos conflitos para o Iêmen.
Os houthis, alinhados ao Irã, assumiram nesta quinta-feira o controle da histórica cidade portuária de Mocha, segundo quatro fontes militares do governo do Iêmen.
O grupo ampliou sua influência sobre o estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas do mundo.
Os houthis também lançaram ataques contra as estratégicas ilhas de Hanish, no Mar Vermelho, segundo fontes do governo ouvidas pela Reuters. Forças governamentais e seus aliados estão se deslocando para o sul, em direção a Dhubab, cidade localizada diretamente no estreito, do outro lado da ilha de Perim.
Nos últimos dias, houve uma escalada nos combates entre os aliados da Arábia Saudita no governo internacionalmente reconhecido do Iêmen e os houthis. O conflito abre uma segunda frente de guerra na disputa envolvendo o Irã e ameaça o fornecimento global de energia.
O BCE (Banco Central Europeu) elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano, em uma medida amplamente sinalizada na quinta-feira, na esperança de conter uma alta da inflação impulsionada inteiramente pelos custos mais elevados de energia decorrentes da guerra contra o Irã.
A autoridade monetária elevou a taxa em 0,25 ponto base, a 2,5%, conforme esperado pelo mercado. O patamar passa a valer a partir de 16 de setembro.
A disparada dos preços do petróleo e do gás natural elevou a inflação para bem acima de 3% na zona do euro (composta por 21 países) no mês passado, superando em muito a meta de 2% do BCE.
Mais cedo, dados do PPI, o índice de preços ao produtor, dos EUA mostrou números próximos da expectativa em agosto. Na passagem de julho, o indicador da inflação subiu 0,4%, enquanto em 12 meses o resultado ficou em avanço de 5,4%.
Apesar de os dados virem próximos do esperado, o mercado mantém a aposta de alta dos juros pelo Fed na próxima semana, a primeira desde 2023, em meio à pressão gerada pela alta dos preços com a guerra no Irã.
Em números
- Na mesma hora, o Ibovespa perdia quase 0,5%, aos 184,7 mil pontos, também em linha com queda generalizada na
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