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Política Revisado por ULTRA AI

Diretor de órgão da Prefeitura de SP relatou ameaça de empresa desclassificada de licitação da iluminação

João Manoel da Costa Neto, da SP Regula, disse em reunião em janeiro que carta da Walks com acusações tentava influenciar o certame

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O diretor da SP Regula, João Manoel da Costa Neto, disse em uma reunião no início do ano que se sentiu ameaçado com o teor de uma carta que recebeu da Walks, consórcio desclassificado da bilionária licitação da iluminação pública na capital paulista.

A Walks tenta suspender o processo após obter uma decisão transitada em julgado, em dezembro de 2024, pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A ameaça foi relatada por Costa Neto em uma reunião com procuradores do município e representantes da Walks realizada em janeiro. No encontro, o diretor da SP Regula fez menção ao texto da carta, enviada em dezembro de 2025 para ele e para o gabinete de Nunes, dizendo que continha acusações e ameaças na tentativa de influenciar o certame.

Segundo a ata da reunião, obtida pelo Painel, Costa Neto "ressaltou ter ficado profundamente inconformado com o recebimento da carta.

O diretor afirmou ainda, diz a ata, que "ao longo de toda a sua carreira pública, jamais vivenciou situação semelhante, especialmente no que se refere a ameaças dirigidas a agentes públicos no exercício regular de suas atribuições.

Costa Neto também afirmou na reunião "que eventual intento de coação não produzirá qualquer efeito, tendo toda a equipe da SP-Regula recebido a carta como manifestação de absoluto desrespeito institucional.

Na carta, os representantes da Walks escreveram que "a persistência do atual quadro [manutenção da Ilumina SP como concessionária] tornará inevitável a adoção de todas as medidas judiciais cabíveis, inclusive aquelas destinadas à responsabilização pessoal dos agentes públicos que, por ação ou omissão, contribuírem para exposição indevida do ente público a prejuízos evitáveis.

Na reunião, Sérgio Gonçalves, presidente da Walks, negou a intenção de ameaça e atribuiu o tom à falta de respostas ao pedido de reuniões com a gestão Nunes.

Advogado da Walks e um dos autores da carta, Gustavo Ungaro afirmou que não houve ameaça e que Costa Neto foi apenas formalmente instado a cumprir a decisão judicial transitada em julgado.

A prefeitura afirmou, em nota, que a carta foi levada ao conhecimento de sua diretoria e, após análise, arquivada. "Em relação à manifestação da presidência da SP Regula, ela consta na ata mencionada pela reportagem", diz a nota.

Como o Painel mostrou nesta quarta, houve um mal-estar na prefeitura após o vice de Nunes, o coronel Ricardo Mello Araújo, ter recebido Ungaro.

No dia seguinte, Araújo interpelou Costa Neto e o próprio prefeito, questionando por que a prefeitura não havia cumprido a decisão do STF.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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