## Ex-ministro afirma que petista deve contrapor os 2 governos para fazer enfrentamento a Flávio e cita caso “Dark Horse”.
O candidato a deputado federal e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP) afirmou nesta 5ª feira (20.ago. 2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL) para seguir no enfrentamento a Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na tentativa de reeleição.
Em entrevista ao Poder360, defendeu que o petista compare as duas gestões e combine o discurso sobre as realizações do governo com propostas para um eventual novo mandato.
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Assista à íntegra da entrevista (59min35s).
Dirceu também cobrou o andamento das investigações contra Flávio Bolsonaro no caso envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. “Cadê os inquéritos com relação ao Flávio Bolsonaro.
Cadê o inquérito da Dark Horse? […] Há também um uso eleitoral”, disse.
O petista, entretanto, fez uma ressalva para que não haja atropelo nas investigações: “Perigoso é que haja ilegalidades no inquérito e haja desrespeito ao devido processo legal.”.
O ex-ministro também disse que as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, não comprometem a campanha nem o governo Lula.
Ele também defendeu o andamento dos inquéritos da Polícia Federal.
Dirceu defendeu uma agenda baseada em aumento dos investimentos, reindustrialização, inovação tecnológica e elevação da renda média. Também citou soberania digital, exploração de terras raras, defesa nacional e segurança pública como temas a serem incorporados à campanha.
O ex-ministro também disse que Lula deve direcionar o discurso à juventude e às mulheres, apresentando resultados do atual mandato e propostas para os próximos 4 anos.
Segundo Dirceu, Lula já começou a traçar essas diretrizes nos discursos da Convenção Nacional do PT e do lançamento de sua candidatura. Disse ainda que o aliado detalhará seu programa de governo em um pronunciamento à população.
José Dirceu de Oliveira e Silva, 80 anos, foi ministro da Casa Civil no 1º governo Lula, de 2003 a 2005, e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, de 1995 a 2002.
Deputado federal 3 vezes por São Paulo, teve o mandato cassado pela Câmara em 2005, durante as investigações da Ação Penal 470, conhecida como Mensalão.
Foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 2012 por corrupção ativa e preso em 2013. Também foi alvo da operação Lava Jato a partir de 2015. Em 2024, o STF anulou suas condenações na operação e restabeleceu seus direitos políticos.
Em 2026, disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.