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Política Revisado por ULTRA AI

'Dark Horse': investigadores rechaçam 'patrocínio' e apuram suspeitas de corrupção e lavagem nos negócios

Ponto central da investigação é saber se houve vantagem indevida envolvendo um agente público e um agente privado — no caso, o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro

3 min de leitura
'Dark Horse': investigadores rechaçam 'patrocínio' e apuram suspeitas de corrupção e lavagem nos negócios

Dark Horse' e Flávio Bolsonaro: PF apura suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Flávio Bolsonaro tenta tratar o caso "Dark Horse" como uma questão privada, um simples patrocínio a um filme. Mas essa versão é rechaçada por investigadores ouvidos pelo blog: "Dark Horse" é caso de polícia.

Na entrevista que concedeu a Renata Vasconcellos e César Tralli, nesta sexta sexta-feira (28), o candidato do PL à Presidência afirmou que não há "absolutamente nada de errado" em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para bancar o filme sobre o pai, Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro voltou a dizer que pediu a Vorcaro um patrocínio privado para o projeto "Dark Horse". "Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme", disse o candidato.

Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro.

A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos negócios envolvendo Flávio Bolsonaro e o filme. O ponto central da investigação é saber se houve vantagem indevida envolvendo um agente público e um agente privado.

No caso da corrupção passiva, investigadores entendem que não é necessário apontar um ato de ofício específico como contrapartida direta. É preciso investigar se eventual vantagem indevida foi solicitada ou recebida em razão da função pública.

O artigo 317 do Código Penal descreve o ato de "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.

É justamente isso o que a PF tenta esclarecer. Os investigadores querem saber se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou, como o dinheiro circulou e qual foi o destino final.

Há ainda um elemento considerado relevante pela investigação: Daniel Vorcaro não queria aparecer como patrocinador do filme. E a declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de que Flávio Bolsonaro teria ido à casa de Vorcaro buscar “o restante do dinheiro”, também entrou no radar da PF e está sendo apurada.

Por isso, na avaliação dos investigadores, não basta apresentar o episódio como uma relação privada de patrocínio. Há perguntas sobre a origem, a entrega e o destino do dinheiro, e sobre a participação de um senador da República nessa relação.

É por isso que o caso "Dark Horse" é um caso de polícia.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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