Autenticidade e vídeos de confronto viralizam; propostas e projetos não rendem engajamento nas redes sociais. A dica é de o, 28, o terceiro político com maior engajamento na internet segundo vários rankings –ele só perde para o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e para a candidata ao Senado Michelle Bolsonaro.
Eu não tenho como forçar uma entrega de emenda a viralizar tanto quanto eu debatendo com uma figura de esquerda", diz Pavanato, que foi o vereador mais votado da cidade de São Paulo em 2024 e agora é candidato a deputado federal pelo PL.
Em vários rankings, o senhor é o terceiro político com maior engajamento nas redes, só perde para o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e para a candidata ao Senado Michelle Bolsonaro.
Quais estratégias funcionam? Sempre procurei fazer diversos tipos de conteúdo. No meu perfil, tem humor, comentário de política, debate, entrevista na rua, experimento social.
Vou entregando alternadamente, então não fica monótono.
Quem faz bem esses vídeos? Tem um youtuber que comenta notícias, bem famoso na direita, o Gustavo Lázaro. Tem o Daniel Alvarenga. O (deputado federal) Gustavo Gayer é muito bom em conteúdos longos.
O senhor falou de formatos, mas e linguagem? O público procura autenticidade. A mídia tradicional é protocolar, tem cautela no uso das palavras. Na rede social, o público procura o oposto.
Tento ser o mais autêntico possível nos meus vídeos, não poupo opiniões, os advogados ficam de cabelo em pé comigo, mas eu tento ser o mais sincero possível. E consegui adotar mais ironia na forma de comunicar, funciona bastante.
Tem poucas figuras da esquerda que conseguem esse engajamento… As poucas figuras da esquerda que conseguem engajamento têm uma estratégia de militância para fazer o conteúdo engajar.
Eles se dão bem em lives do YouTube, porque pegam vários canais de apoiadores, reagem às lives e mobilizam o público para ficar naquele trabalho de formiguinha compartilhando.
Eu não tenho essa organização. Não estou criticando quem tem. Acho que é uma estratégia válida, mas o que eu tenho de compartilhamento é orgânico.
A esquerda falha porque muitas vezes está desconectada do que as pessoas pensam. Enquanto eu ataco uma opinião que não é ortodoxa em relação à família, como ideologia de gênero, eles ridicularizam minha opinião.
Só que eles não percebem que quando eles ridicularizam minha opinião, eles tão ridicularizando a opinião de 50% do Brasil que concorda comigo e é quem faz com que eu tenha engajamento.
Em que o senhor acha que o youtuber de esquerda (candidato a deputado) Jones Manoel acerta na estratégia de comunicação? Para quem tem as grandes marcas, para quem tem o governo do lado, acaba sendo mais fácil.
O Jones Manoel até tem habilidade retórica. A (deputada) Erika Hilton, nem isso. Quando ela foi para um enfrentamento, para um debate? No caso da Erika, tenho certeza que é a militância engajada, mas não acho que seja porque ela tem um conteúdo diferenciado.
No caso do Jonas, ele vai bem em debates.
O senhor ganhou notoriedade indo para universidade para confrontar e filmar estudantes que considera serem de esquerda. Por que acha importante esse tipo de confronto.
O confronto é importante, principalmente no ambiente universitário, para expor a hegemonia de pensamento que existe nesses ambientes. Recentemente, um jovem de esquerda foi confundido com um neofascista e espancado pelos alunos na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Esse radicalismo permeia as faculdades. Então, acho que é uma denúncia importante que eu faço.
Eles argumentam que o senhor chega lá hostilizando… É só assistir aos meus vídeos inteiros. Eu não distorci nada: eu sentei numa barraquinha. Onde isso é agressivo.
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