O escritor Augusto Cury (Avante), 67, cogitou concorrer à Presidência em 2010, mas recuou por reação da família e projetos em andamento. Retomou a ideia agora dizendo acreditar que "pior do que a ação dos maus e dos que se corrompem é a omissão dos bons e daqueles que têm algo a contribuir.
Com 2% das intenções de voto, segundo última pesquisa Datafolha, candidata-se sob o preceito de que o Brasil está "sequestrado" pelas famílias de Lula e Bolsonaro.
Essa polarização que envenenou a nação brasileira e o mundo também, onde as famílias estão divididas, onde os casais não dialogam sobre política. As pessoas pouco discutem grandes ideias e ficam encasteladas nas suas verdades", diz.
Foi a ausência dos candidatos à frente das pesquisas eleitorais, somada à descoberta de que Lula concederia entrevista à TV Record no mesmo horário, que causou revolta ao escritor, segundo ele, na frente da Band, minutos antes do primeiro debate com presidenciáveis, quando protagonizou um "vai-não vai.
Por fim, decidiu participar falando "em respeito à democracia" e aos jornalistas.
Para a televisão, levou, ao estilo dos livros de autoajuda, frases de efeito, ao mencionar que professores "são cozinheiros do conhecimento, que não têm apetite em razão da intoxicação digital" e que "a vida é bela e breve como gota de orvalho.
O Brasil já tem uma pasta federal com esse enfoque, criada em 2023 no governo Lula, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, mas o plano de Cury não faz menção a essa estrutura já existente.
Dono de ao menos 14 propriedades rurais, segundo declarou à Justiça Eleitoral, define-se como um defensor do agronegócio. "Eu acho que eu sou o único candidato à Presidência do mundo que planta, que refloresta", afirma, citando plantações próprias de mogno africano, seringueira e eucalipto, além de projetos de citricultura e fruticultura.
Em números
- Com maior patrimônio entre presidenciáveis, Cury defende criar 10 mil 'clubes de empreendedorismo