Candidato questiona “pressa” para votar proposta e cita preocupação de pequenos empresários com a mudança.
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu nesta 5ª feira (27.ago. 2026) que o fim da escala 6 x 1 seja debatido com o setor produtivo antes de avançar no Congresso.
Em entrevista ao TMC 360, questionou a “pressa” do governo federal para votar a proposta e disse que pequenos empresários estão preocupados com os efeitos da mudança na jornada de trabalho.
Caiado afirmou ter conversado com proprietários de bares, restaurantes, fornecedores e pequenos empresários e relatou preocupação com os impactos da redução da jornada.
Segundo ele, o debate deveria considerar especialmente os micro e pequenos negócios, que, de acordo com o candidato, respondem por 80% da formalidade do trabalho no Brasil.
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O candidato afirmou que a proposta deveria ser discutida “na sua amplitude” e que os pequenos empresários precisam ser consultados sobre os efeitos da mudança. Citou negócios com 1 ou 2 funcionários que, segundo ele, demonstraram preocupação com a alteração da jornada.
Caiado também criticou o que chamou de “pressa” para votar a proposta. Segundo ele, a prioridade do governo deveria ser a redução dos juros, e não a aprovação da mudança na jornada.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse nesta 4ª feira (26.ago) que o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da escala 6 x 1 será apresentado na próxima 4ª feira (2.set.
2026) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Caiado afirmou ainda ser favorável ao modelo 5 x 2, mas defendeu que a discussão sobre jornada considere as transformações no mercado de trabalho. Disse que, em um eventual governo, pretende buscar alternativas alinhadas às demandas da juventude e citou o avanço da digitalização e da inteligência artificial.
Segundo o candidato, essas tecnologias permitem que trabalhadores distribuam o tempo entre trabalho, estudo, casa e lazer. Para ele, o Brasil deveria discutir modelos de trabalho mais flexíveis, adotados também em outros países.
Caiado disse ainda acreditar que a proposta terá votação ampla no Senado, semelhante à realizada na Câmara. Para ele, o debate não pode considerar apenas o benefício da redução da jornada, mas também os efeitos da medida sobre os pequenos negócios.