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ANPD abre processo contra Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes

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ANPD abre processo contra Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou nesta sexta-feira (7) processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de descumprimento do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em vigor desde março deste ano.

possíveis falhas na adoção das medidas exigidas por lei para prevenir e mitigar riscos de exposição, recomendação ou facilitação de contato de menores de 18 anos com conteúdos de indução, incitação, instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio;ausência de mecanismos efetivos de aferição de idade; eocorrência de falhas nos deveres de remoção de conteúdo violador e de comunicação às autoridades competentes, entre outras infrações.

🔎O Discord é uma plataforma popular entre jogadores de games online e jovens. É alvo de críticas, investigações e ações judiciais devido a falhas recorrentes de moderação e checagem de idade, o que possibilita o uso para a prática e transmissão de crimes graves contra crianças e adolescentes — incluindo extorsão, chantagem, indução à automutilação, entre outros.

A plataforma terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes.

Nesta sexta-feira (7), o Discord se reuniu com integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) para discutir medidas a serem tomadas pela rede para adequação a normas brasileiras que regulam plataformas. Representantes da plataforma devem apresentar, até a próxima segunda-feira (10), à AGU, um plano com medidas para ampliar a proteção na plataforma digital.

A reunião foi um pedido da plataforma à AGU e ocorreu um dia após a primeira-dama, Janja da Silva, defender a retirada do Discord do ar no Brasil, durante um evento no Palácio do Planalto.

Janja defendeu bloqueio da plataforma no país ao citar o caso de uma jovem de 13 anos, no Mato Grosso do Sul, que teria sido induzida a se suicidar durante uma transmissão na rede social.

Durante o evento desta quinta no Palácio do Planalto, o advogado-geral da União, Jorge Messias, solicitou ao Ministério da Justiça informações sobre a morte da adolescente e se comprometeu a preparar uma ação contra a plataforma.

A AGU recebeu as informações sobre o caso de suicídio nesta sexta-feira. Uma alternativa a uma decisão judicial contra a plataforma, o que foi defendido por Janja, pode ser a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Interlocutores de Jorge Messias disseram à GloboNews que ainda não há uma data para a apresentação de uma ação em desfavor do Discord. A AGU quer ouvir as alegações da plataforma e aguardar o plano de ação antes de tomar uma medida.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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