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Política Revisado por ULTRA AI

ANP revoga autorização de funcionamento da Refit

Em decisão unânime, diretores consideraram o cancelamento do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) como fator determinante. Empresa é suspeita de sonegar

3 min de leitura
ANP revoga autorização de funcionamento da Refit

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A empresa integra o grupo do empresário Ricardo Magro, alvo de operação da Polícia Federal (PF) por sonegação de impostos (leia mais abaixo).

A decisão foi tomada por unanimidade pelos integrantes da agência, e o fator determinante para a decisão é o fato de a empresa ter tido o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) cancelado. Votaram pela suspensão os diretores Arthur Watt, Pietro Mendes, Symone Araújo, Daniel Maia e Fernando Moura. Mendes é o relator do caso Refit.

Os diretores Pietro Mendes e Symone Araújo foram colocados em suspeição pela Refit após participarem das ações de interdição parcial das instalações da companhia em setembro de 2025.

Eles chegaram a ser afastados do processo pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Em decisão liminar, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu a participação dos dois diretores na votação até que o mérito da questão seja analisado pela Corte.

O grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) é uma empresa do setor de combustíveis apontada por investigações da PF e da Receita Federal como uma das maiores devedoras de impostos do país, com uma dívida ativa bilionária decorrente de um esquema de fraudes fiscais e sonegação de ICMS.

Segundo as investigações, a refinaria importava combustível quase pronto, mas fingia que o material era matéria-prima e simulava uma operação de refino na sua unidade fantasma de Manguinhos.

A PF indica que a operação era feita de fachada para não pagar o ICMS na chegada do combustível ao país. Com o diferimento, que é a postergação de pagamentos de impostos, a empresa só deveria pagar o tributo no momento da venda para o consumidor final -- o que ela nunca fazia.

Ricardo Magro é o controlador do grupo dono da Refit e apontado pela Polícia Federal como o líder da organização criminosa. Ele teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Sem Refino por suspeita de corromper agentes públicos e usar a estrutura do governo do Rio de Janeiro para favorecer ilegalmente operações da Refit.

No dia 29 de maio, o governo do Rio de Janeiro cassou a inscrição estadual da Refit. Segundo a Secretaria Estadual de Fazenda, contribuintes com a inscrição impedida ficam proibidos de emitir nota fiscal de venda ou comprar produtos, inviabilizando a operação da empresa.

O Ministério Público do Rio (MPRJ) defende, também em maio, a falência da Refit. Segundo o MPRJ, a Refinaria de Manguinhos é uma devedora recorrente que não tem intenção de pagar as dívidas bilionárias com os cofres públicos.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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