Apesar de ter dito que não votará a PEC que prevê o fim da 6x1 antes das eleições, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não descarta analisar o texto em plenário entre o primeiro e o segundo turnos do pleito.
Alcolumbre disse a aliados que considera votar a matéria nesse meio tempo, ainda em outubro, diante de pedidos do governo Lula. Ministros vão insistir na cobrança para que a PEC seja votada.
Integrantes da campanha petista dizem que o projeto pode ser usado como trunfo para garantir mais apoio à reeleição de Lula e veem a aprovação como essencial.
Colocar o assunto em votação não significa, no entanto, que ele será aprovado. Senadores da oposição discutem a possibilidade de não dar quórum para garantir a aprovação do texto.
Por ser PEC, ela depende de aprovação de pelo menos 49 dos 81 senadores.
O governo conta com o apelo popular e diz que os senadores que não votarem ou obstruírem os trabalhos vão ficar numa situação delicada com o eleitor. Após o primeiro turno, não haverá mais disputa para o Senado, mas o governo Lula pretende usar o tema contra aliados de Flávio Bolsonaro (PL).
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