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Política

Advogados de ex-presidente do INSS preso pedem mesmo tratamento dado por Mendonça a outros acusados

Ministro do STF flexibilizou medidas contra sete investigados na mesma apuração

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Advogados do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso há quase um ano, afirmam esperar o mesmo tratamento que foi dispensado nesta semana pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a outros investigados na Operação Sem Desconto.

Nesta semana, Mendonça, relator do caso, soltou ou flexibilizou medidas cautelares de sete alvos da investigação, que apura supostas fraudes contra segurados e pensionistas do instituto.

Entre os beneficiados que foram soltos estão Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho.

Stefanutto está preso preventivamente há 302 dias. Ele é acusado de ser um dos cabeças do esquema, mas nega participação em irregularidades.

Pessoas envolvidas na defesa dele afirmam acreditar que a longa prisão preventiva seja uma tentativa de forçá-lo a fazer uma delação premiada. Stefanutto tem dito, no entanto, que descarta essa possibilidade, por ter "caráter" e, sobretudo, por não ter nada a delatar.

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