A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) lançou um guia com recomendações para jornalistas que vão trabalhar na cobertura das eleições. O documento "Autoproteção na cobertura eleitoral: um guia de prevenção de ataques contra a liberdade de imprensa" reúne orientações para prevenir e enfrentar riscos à segurança física, digital, jurídica e à saúde mental dos profissionais.
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O guia recomenda que os jornalistas mapeiem previamente a região onde irão trabalhar, identifiquem locais de apoio, como delegacias e hospitais, e combinem formas de contato com a redação e outros profissionais.
Para a segurança digital, orienta o uso de autenticação em dois fatores, senhas com critérios de segurança e proteção de informações pessoais e de localização. O download do guia pode ser feito por meio deste link.
Em caso de ameaça ou ataque, a organização recomenda preservar registros de tela, links, datas, horários e perfis envolvidos. As informações podem ser usadas para documentar o caso e formalizar denúncias.
Em 2025, a Abraji registrou 204 alerta de ataques contra jornalistas, ante 210 no ano anterior. Mais da metade dos casos (55,4%) teve origem ou repercussão na internet.
Repórteres e analistas foram os principais alvos em 68,6% dos registros.
Entre os alertas do ano passado, 36,3% envolveram agressões verbais, escritas ou digitais, 27% incluíram agressões físicas e 25% envolveram discurso estigmatizante.
Os percentuais não são excludentes, porque um mesmo alerta pode registrar mais de uma forma de violência.
São Paulo concentrou 39 casos, ou 19,1% do total registrado. O levantamento mostra a importância de medidas de proteção para profissionais que atuarão em coberturas eleitorais, período em que a organização prevê maior pressão sobre a imprensa.
Além do novo guia, jornalistas e comunicadores podem consultar outras publicações voltadas à prevenção de riscos. Entre elas estão o "Segurança digital para jornalistas: como se defender de ameaças online", com orientações para proteção no ambiente digital, e o "Guia de proteção e segurança para comunicadores e defensores de direitos humanos", ambos publicados pela organização.
Em números
- São Paulo concentrou 39 casos, ou 19,1% do total registrado
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