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Polícia Revisado por ULTRA AI

Traficantes que levavam cocaína de MS para a Europa são condenados a 62 anos

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Traficantes que levavam cocaína de MS para a Europa são condenados a 62 anos

Condenação dos nove réus é fruto da Operação Voo Baixo, da Polícia Federal em dezembro de 2019.

A 11ª Turma do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) manteve integralmente a sentença de 1º grau aplicada a envolvidos em esquema internacional de tráfico de drogas que usava pistas clandestinas em fazendas de Mato Grosso do Sul para enviar cocaína ao interior de São Paulo e de lá, para a Europa.

O entorpecente vinha do Paraguai e da Bolívia e era carregado em aeronaves do grupo em propriedades rurais localizadas nas cidades de Alcinópolis e Chapadão do Sul.

A condenação dos nove réus que foram alvos da Operação Voo Baixo, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2019, soma 62 anos e foi julgada em dois processos distintos, tendo o líder Rubens de Almeida Salles Netto e os responsáveis logísticos João Manoel Lemos Marques, Carlos Alberto de Almeida Salles Júnior, Sidnei Salvador (piloto) e Paulo Cézar Maldonado Pietro em um e os executores Fabrício de Oliveira Simão, José Roberto de Souza, Sérgio Benevenuto da Matta e Wender Martins Parreira, em outro.

Já Paulo Cézar Maldonado Pietro atuava no apoio logístico em solo na fazenda, preparando pistas e recebendo os voos, e recebeu pena de 6 anos e 5 meses de reclusão em regime semiaberto.

Os demais réus, que também tiveram recurso rejeitado, foram condenados a pouco mais de seis anos de prisão (cada um) em regime inicial fechado. Fabrício de Oliveira Simão atuava diretamente no transporte terrestre das cargas de cocaína.

Sérgio Benevenuto da Matta exercia a função de batedor, trafegando à frente dos veículos carregados para monitorar a presença de fiscalização policial nas estradas.

Já José Roberto de Souza cuidava da coordenação logística de apoio em solo, sendo responsável por alugar veículos, administrar e providenciar o abastecimento de aviões em hangares.

Wender Martins Parreira era o piloto, conduzindo os voos que transportavam as toneladas de droga.

Para o desembargador Fausto Martin de Sanctis, que analisou os dois processos como relator, "a materialidade do crime de associação para o tráfico internacional de drogas restou comprovada pelo vasto acervo documental e pelas apreensões de grandes quantidades de cocaína vinculadas à mesma estrutura criminosa; as autorias delitivas foram individualizadas de modo suficiente e seguro; e o dolo dos agentes decorre da atuação reiterada, funcional e coordenada de cada réu dentro da organização.

A decisão em acórdão negou as teses apresentadas pelas defesas sobre suposta quebra na preservação das provas ou existência de duplo julgamento pelos mesmos fatos.

Os desembargadores da 11ª Turma destacaram que a associação para o tráfico é um crime autônomo e formal, cuja consumação independe da apreensão física da droga em cada evento individual.

Rota - Mato Grosso do Sul era o local de parada, pouso e reabastecimento para as aeronaves vindas da Bolívia e do Paraguai carregadas com cocaína. Em fazendas e pistas clandestinas, as cargas eram recebidas e preparadas para a próxima etapa do transporte.

Para exportar o entorpecente e distribuí-lo pelo país, a quadrilha desenhou rotas aéreas e terrestres bem definidas. O grupo utilizava aviões para transportar a cocaína do Pantanal até cidades do interior paulista, como Americana, Biritiba-Mirim e Guarulhos.

A partir desses pontos de apoio, a droga era escoada por caminhões e veículos de passeio em rodovias estaduais e federais com destino a outros Estados, incluindo o Paraná, de onde seguia em direção ao Porto de Paranaguá.

O bando atuou por pelo menos dois anos consecutivos utilizando cerca de sete aeronaves monitoradas e apreendidas ao longo das investigações.

Durante as investigações, as forças de segurança realizaram sete principais interceptações de cargas, nas quais foram apreendidos diretamente cerca de 2,6 toneladas de cocaína pura.

Além disso, os registros de controle contábil apreendidos com os líderes do grupo indicam que a organização mantinha um fluxo constante que movimentava toneladas de drogas a cada trimestre.

As apurações policiais e os registros contábeis apreendidos revelaram a dimensão do esquema. Somente nas sete principais interceptações realizadas pelas forças de segurança durante a operação, foram apreendidos diretamente cerca de 2,6 toneladas de cocaína pura.

Além disso, o controle contábil da própria organização indicava que o grupo movimentava volumes trimestrais ainda maiores, estimados entre 4,06 toneladas e 5,43 toneladas.

O montante de bens apreendidos e bloqueados pela Justiça Federal inclui múltiplos aviões utilizados no transporte aéreo, caminhões, caminhonetes e carros de passeio empregados nas rotas terrestres, além de farta quantia de valores em moeda corrente e imóveis como fazendas e chácaras que serviam de entreposto para a ocultação e transferência das cargas.

Operação - A operação cumpriu na época 46 mandados judiciais – 13 de prisão temporária e 33 de busca - em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Bahia e Santa Catarina.

No Estado, oito mandados foram cumpridos em Cassilândia, Alcinópolis, Coxim e Três Lagoas. A Polícia Federal de São Paulo coordenou os trabalhos.

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Em números

  • Ete principais interceptações de cargas, nas quais foram apreendidos diretamente cerca de 2,6 toneladas de cocaína pura
  • Adas pelas forças de segurança durante a operação, foram apreendidos diretamente cerca de 2,6 toneladas de cocaína pura
  • Zação indicava que o grupo movimentava volumes trimestrais ainda maiores, estimados entre 4,06 toneladas e 5,43 toneladas

Fontes

Informação baseada em material público de Campo Grande News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink

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