Testemunhas ouviram a celebração durante a fuga, enquanto o atirador fazia uma ligação ao deixar a residência.
O suspeito de executar um adolescente de 17 anos, que aparecia em uma lista divulgada nas redes sociais como supostamente “decretado de morte” por uma facção criminosa, teria comemorado o homicídio logo após deixar a cena do crime.
Segundo testemunhas, durante a fuga a pé, ele falava ao telefone em tom festivo e dizia: “Deu certo. Deu certo. Consegui. Ele já está morto, já está morto”.
O crime ocorreu na noite desta terça-feira (1º), em uma residência na Rua Ivo Fabres de Queiroz, em Paranaíba, a 408 quilômetros de Campo Grande. A Força Tática da Polícia Militar foi acionada pelo 190 após denúncia de disparos de arma de fogo e possível vítima em óbito.
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram a proprietária do imóvel em estado de choque, amparada por populares. Dentro da casa, na cozinha, estava o adolescente caído de costas e com várias perfurações provocadas por tiros, principalmente na região da cabeça.
Cápsulas de munição calibre . 380 foram encontradas espalhadas pelo local.
O Corpo de Bombeiros foi chamado e confirmou a morte. Em seguida, a área foi isolada para preservação da cena do crime e as testemunhas que estavam na residência foram ouvidas separadamente.
Conforme os relatos, o suspeito é negro, de estatura mediana e magro. Ele usava blusa de frio preta e calça jeans, estava com o rosto descoberto e chegou ao imóvel a pé.
Para entrar na residência, o homem teria dito à moradora que precisava falar com o adolescente sobre a entrega ou retirada de um objeto. A mulher entrou para consultar o jovem, que afirmou não conhecer o visitante.
Nesse momento, o suspeito invadiu a casa armado, foi até a cozinha e efetuou vários disparos à queima-roupa.
Mesmo com outras pessoas no imóvel, apenas o adolescente foi atingido. Durante o ataque, a moradora e o filho dela ficaram expostos aos tiros dentro da residência.
Na fuga, o suspeito ainda teria apontado a arma contra a mulher antes de seguir a pé em direção à Rua Theódulo Mendes Malheiros.
Foi durante essa evasão que testemunhas afirmaram ter ouvido a comemoração ao telefone. Para a polícia, a fala é um dos elementos que serão analisados na investigação para esclarecer se houve premeditação e se o homicídio pode ter sido encomendado.
A Polícia Científica e a Polícia Civil foram acionadas para os levantamentos no local. Imagens de câmeras de segurança das proximidades também foram identificadas e deverão ser analisadas na tentativa de reconhecer o autor.
Equipes da Força Tática fizeram buscas por várias horas, com apoio de informações de inteligência e levando em consideração disputas recentes relacionadas ao tráfico de drogas na região, mas o suspeito não havia sido localizado até o registro da ocorrência.
A Polícia Civil investiga a dinâmica do homicídio, a autoria, a motivação e uma possível relação entre a execução e a lista que circulou nas redes sociais com nomes de pessoas supostamente marcadas para morrer.
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