Ação cumpre 6 ordens de prisão preventiva e 36 mandados de busca nesta 6ª feira.
As irregularidades envolvem contratos de digitalização de prontuários e pagamentos a empresas ligadas à diretoria do hospital, registradas em endereço desocupado.
Na fachada, estão os nomes “Dr Smart Saúde- Saúde na Ponta dos Dedos” e “Santa Cruz Saúde – O plano que você quer, com a administradora em que você confia”. No local, com seis salas, também funciona empresa de tecnologia, que desenvolve softwares para as demais.
Uma equipe do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) foi ao local e era aguardada chegada de representantes do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), responsável pela operação.
A reportagem não conseguiu contato com as empresas citadas. No local, há uma advogada acompanhando os policiais, mas ela ainda não atendeu a imprensa.
A operação cumpre seis ordens de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão na Capital, Dourados e Goiânia (GO).
A investigação, conduzida pelo Gecoc, identificou fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), que administra o hospital, para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.
No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com diversas empresas do mesmo grupo econômico.
Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.
Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.
O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações. A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil).
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…