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Polícia Revisado por ULTRA AI

A 1ª vez que os EUA invadiram um país para combater o narcotráfico

Aquele 1.986 em que três biólogos foram assassinados pelos narcotraficantes por pousarem seu avião em local errado, em pleno paraíso da cocaína, um zumbido s...

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Polícia — imagem padrão

Aquele 1. 986 em que três biólogos foram assassinados pelos narcotraficantes por pousarem seu avião em local errado, em pleno paraíso da cocaína, um zumbido se elevou nos céus de Beni, um Estado da Bolívia.

Seis helicópteros de transporte do tipo Black Hawk e Chinook, tripulados por pilotos norte-americanos, aterrizaram no solo boliviano.

150 soldados norte-americanos. Cerca de cento e cinquenta soldados norte-americanos, outros tantos agentes da DEA - o departamento de combate às drogas dos EUA -, e unidades da policia boliviana se encarregaram de desmantelar um gigantesco laboratório de produção de cocaína e outros menores.

Naquele momento, se estimava que produziam a maioria da cocaína mundial.

Cocaína era uma questão de segurança. Desde o ponto de vista político, a missão era duplamente delicada. Por um lado, era a primeira vez que um exército norte-americano - oficialmente desarmado, pero no mucho, diziam que não era uma operação de combate - lutava contra as estruturas da droga em um Estado latino soberano.

Por outro, o sinal para o mundo era claro: Washington declarava que o problema da cocaína era uma questão de segurança nacional, e que estava disposto a aborda militarmente sua guerra contra as drogas em outros países.

Os planos do ataque vazaram. A operação propiciou imagens espetaculares e muitos títulos, mas os resultados foram reduzidos. Ainda que destruíram vários laboratórios e grandes quantidades de substâncias químicas, Roberto Suárez, o poderoso chefão da cocaína boliviana, fugiu.

Alguns informes posteriores apontaram que os planos operativos vazaram, facilitando assim a fuga de centenas de narcotraficantes. Os gringos aprenderam que isto é América Latina, onde tudo vaza.

O teatro. Apareceram inúmeras acusações aos Estados Unidos. A operação tinha sido mais teatral que efetiva. Washington havia exibido sua força e influência mas sem chegar a golpear de maneira contundente a estrutura do negócio da cocaína.

Milhares de notícias correram o mundo afirmando que essa ação dos EUA era para desviar dinheiro das drogas para financiar as forças anticomunistas no continente.

Os norte-americanos recuaram. Roberto Suárez só perderia seu gigantesco negócio da cocaína traído por Jorge Roca Suárez, seu sobrinho, que pretendia criar sua própria organização das drogas.

Esse é o negócio das drogas: cai um, outro assume o comando em um minuto. Os EUA bateram em retirada, foram para a Colômbia. O resto da história todos conhecem.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.

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Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink

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