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A Polônia acusa a Meta de publicar anúncios fraudulentos e de não removê-los quando é notificada.
Em uma carta datada de 26 de agosto à Comissão Europeia, o ministro citou testes conduzidos pela CERT Polska, a equipe nacional de resposta a incidentes de cibersegurança, que identificou 122 anúncios classificados como fraudulentos.
Gawkowski disse que, em 106 casos, ou 86,8% dos relatos, a Meta decidiu não remover os anúncios. Apenas 10 anúncios foram removidos, enquanto em seis casos não houve resposta.
Já passou o tempo de dizermos 'melhorem'. Eles dizem 'estamos melhorando', mas os cidadãos ainda não sentem isso. Agora chegou a hora dos pênaltis", disse Gawkowski.
A Meta, em um comunicado fornecido à Reuters, afirmou que está fazendo todo o possível para impedir fraudes em suas plataformas.
Golpistas são criminosos persistentes que usam táticas cada vez mais sofisticadas. Por isso continuamos investindo fortemente em tecnologias e parcerias — com a indústria e as forças de segurança — para encontrar, remover e, em última instância, deter golpistas", disse o comunicado.
Gawkowski disse que, durante a próxima cúpula do G20, buscaria persuadir líderes europeus a se manifestarem conjuntamente contra o que ele descreveu como práticas da Meta.
Esta deve ser uma iniciativa conjunta que demonstre que temos argumentos fortes e estamos determinados a conter as ações da Meta", disse ele.
Considerando a escala das operações da Meta e os danos causados aos usuários na Polônia, Gawkowski disse que uma multa de € 250 milhões "poderia constituir uma medida real e dissuasora de fiscalização.
O tribunal de apelação de Varsóvia decidiu em abril deste ano que a Meta era responsável pelos anúncios hospedados em suas plataformas. A empresa argumentou no tribunal que não era responsável pelas ações fraudulentas de seus usuários.
- Gawkowski disse que, em 106 casos, ou 86,8% dos relatos, a Meta decidiu não remover.
- Polônia pede que UE multe Meta em € 250 milhões por golpes e anúncios fraudulentos.