Ir para o conteúdo
Negócios

Início do período úmido anima setor elétrico, mas meteorologistas apontam cautela

Meteorologistas alertam que o cenário mais molhado pode não perdurar durante todo o verão

3 min de leitura
Negócios — imagem padrão

As chuvas registradas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste nos primeiros 10 dias de setembro e aquelas previstas para até o fim do mês sinalizam que está se configurando o período úmido nesse submercado, considerado a caixa d’água do setor elétrico brasileiro.

Do ponto de vista energético, as precipitações podem permitir que o nível dos reservatórios das hidrelétricas nessas localidades se mantenham praticamente estáveis, em patamar considerado “confortável” até o fim do mês, o que ajuda a derrubar os preços da energia no mercado livre.

No entanto, meteorologistas alertam que o cenário mais molhado pode não perdurar durante todo o verão.

De acordo com ele, o provável aumento dos dias sem chuvas nos próximos meses, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, associado às temperaturas mais elevadas em boa parte do País, pode impulsionar a carga mais para o fim do ano.

Madrugada de chuvas em SP teve ventos de até 92,6 km/h, alagamentos e deslizamentos.

Os maiores volumes de chuva foram registrados nos municípios de Cotia e Diadema.

Consequentemente, os preços da energia podem subir entre dezembro e o primeiro trimestre de 2027. “Não esperamos o mês de dezembro tão molhado no Sudeste, vamos começar a ter um bom corte das chuvas de qualidade, que forma ENA, principalmente a partir de dezembro”, acrescentou.

Da mesma forma, o head de Planejamento Energético da Tempo OK, Mateus Nunes, antevê uma redução dos volumes de chuvas nos próximos meses no Sudeste/Centro-Oeste o que, associado à seca prevista no Norte e Nordeste em função do El Niño, deve acarretar aumento da complexidade de operação do sistema elétrico e maior volatilidade para os preços da energia.

O sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento, por sua vez, não sinaliza o mesmo pessimismo. Segundo ele, diferentes modelos de previsão climatológica apontam continuidade de chuvas no Sul, por causa do El Niño, mas também nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Nas suas projeções, São Paulo, o centro-sul de Minas Gerais, o Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul devem registrar chuvas acima do normal até dezembro.

Ele também cita que, embora tenham ocorrido ondas de calor em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, nos grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, os períodos mais quentes têm sido curtos.

O especialista de inteligência de mercado do Grupo Bolt, Matheus Machado, explica que o mercado observa que a Energia Natural Afluente (ENA) de outubro está mais concentrada na bacia do Paraná.

Em números

  • Madrugada de chuvas em SP teve ventos de até 92,6 km/h, alagamentos e deslizamentos

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

Leia também

Mais em Negócios