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Fleury (FLRY3): ação dispara quase 10% após resultados do 2T; o que animou tanto?

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Fleury (FLRY3): ação dispara quase 10% após resultados do 2T; o que animou tanto?

Os números vieram acima das projeções de diversos bancos. O Morgan Stanley destacou que o Ebitda ficou 4% acima de suas estimativas e 6% acima do consenso de mercado, enquanto o lucro líquido superou em 14% sua projeção e ficou 26% acima do consenso.

Na avaliação do Itaú BBA, o grupo entregou mais um trimestre “muito forte”, com destaque para o crescimento de receita acima do esperado e manutenção da disciplina operacional. O banco considera que o ritmo atual de crescimento pode levar a revisões positivas de estimativas pelo mercado. Já a XP afirmou que os resultados reforçam a qualidade da execução operacional da companhia e devem sustentar uma reação favorável das ações.

O principal destaque do trimestre foi novamente a marca Fleury, voltada ao segmento premium.

Segundo a companhia, a receita da marca avançou cerca de 12% na comparação anual, mantendo o forte ritmo observado ao longo dos últimos trimestres. Para o Goldman Sachs, o desempenho sugere ganhos contínuos de participação de mercado mesmo em um segmento que já possui elevada penetração.

O crescimento foi disseminado em praticamente todas as operações. As marcas de São Paulo, excluindo Fleury, cresceram 27,7%, ou 12,9% em termos orgânicos, enquanto Minas Gerais avançou 19,2%, equivalente a 14,3% organicamente. As marcas regionais registraram expansão de 10,2%.

Outro destaque veio da New Links, braço de oncologia e especialidades. A unidade cresceu cerca de 16%, impulsionada principalmente por infusões de medicamentos não oncológicos. A XP destacou que o negócio começa a mostrar sinais de aceleração mais sustentável após um período marcado por forte volatilidade.

No segmento B2B, a receita avançou 12,2%, beneficiada por ganhos de participação junto a laboratórios parceiros e pelo aumento da demanda hospitalar durante o surto de influenza registrado no trimestre.

Apesar do forte crescimento da receita, o Fleury conseguiu preservar sua rentabilidade.

A margem Ebitda ficou em 26,5%, expansão de cerca de 20 pontos-base na comparação anual. Segundo os relatórios, a melhora foi sustentada principalmente pela diluição de custos fixos, ganhos de escala e redução da participação das despesas com pessoal e serviços médicos na receita.

O Morgan Stanley observou que a expansão da margem foi relativamente modesta, mas relevante diante do forte crescimento operacional. Já o Goldman Sachs ressaltou que o indicador continuou pressionado pelo processo de integração das aquisições recentes e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A XP também destacou uma redução de aproximadamente 110 pontos-base das despesas com pessoal e serviços médicos, evidenciando a captura de ganhos operacionais.

Se o desempenho operacional já foi considerado forte, os resultados abaixo da linha do Ebitda ampliaram a surpresa positiva.

A XP destacou que a depreciação e amortização ficaram abaixo das expectativas, enquanto a alíquota efetiva de imposto atingiu 22%, beneficiada por créditos tributários reconhecidos ao longo do trimestre. Esses fatores contribuíram para que o lucro líquido ficasse 15% acima de suas projeções.

O JPMorgan também ressaltou que menores despesas financeiras e despesas de depreciação inferiores ao esperado ampliaram o ganho observado no lucro por ação.

O Morgan Stanley calcula que o pagamento corresponde a um rendimento bruto de aproximadamente 2,33%, reforçando o retorno aos acionistas em um ambiente ainda marcado por incertezas econômicas. O banco interpreta a distribuição como um sinal de confiança da administração na capacidade de geração de caixa da companhia.

Embora haja consenso sobre a força do trimestre, as avaliações sobre o potencial das ações divergem.

Já a XP segue neutra. A corretora avalia que boa parte da melhora operacional já está refletida nas ações, que acumulam valorização de cerca de 15% no ano. Além disso, vê comparações mais difíceis para o segundo semestre, especialmente após a forte base de crescimento registrada em 2025 e a consolidação da aquisição da Femme.

Morgan Stanley e JPMorgan compartilham visão mais cautelosa sobre valuation. Apesar de classificarem o balanço como excelente, ambos destacam que os papéis já negociam próximos de 12 vezes o lucro projetado, limitando o espaço para uma reprecificação significativa das ações, mesmo diante da execução operacional considerada de primeira linha.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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