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Como o 'Super El Niño' pode afetar economia global e fazer subir os preços de alimentos

Secas, enchentes e ondas de calor podem prejudicar plantações e provocar perdas na produção.

3 min de leitura
Como o 'Super El Niño' pode afetar economia global e fazer subir os preços de alimentos

Cientistas monitoram formação de 'Super El Niño' e alertam para impactos no Brasil.

O Super El Niño que está se formando no Oceano Pacífico não deve trazer apenas mudanças no clima. O fenômeno também pode provocar impactos na economia, com efeitos sobre a produção de alimentos, os preços e os gastos para recuperar áreas atingidas por eventos extremos.

Super El Niño pode intensificar chuvas, tempestades e enchentes no Brasil; entenda.

Anos de El Niño costumam ser marcados por escassez de alimentos e aumento de preços. Isso acontece porque secas, enchentes e ondas de calor podem prejudicar plantações e provocar perdas na produção.

O impacto pode chegar ao consumidor. Com uma oferta menor de determinados alimentos, os preços tendem a subir, aumentando a pressão sobre o custo de vida.

Secas e enchentes podem gerar prejuízos.

Os efeitos econômicos não ficam restritos ao campo. Eventos extremos também podem destruir estradas, casas e outras estruturas, exigindo grandes investimentos para reconstrução.

Os prejuízos acumulados provocados por secas, enchentes e ondas de calor chegam à ordem de trilhões de dólares no mundo.

Além do custo direto para reconstruir a infraestrutura, empresas e produtores também podem ter prejuízos com a interrupção de atividades e a perda de produção.

A combinação de menor produção de alimentos e aumento dos gastos para reparar áreas destruídas pode pressionar a economia.

Quando eventos climáticos reduzem a oferta de alimentos, o efeito pode aparecer nos preços. Ao mesmo tempo, governos e empresas precisam destinar recursos para reconstruir estradas, instalações e outras estruturas danificadas.

O impacto, portanto, pode acontecer em diferentes etapas: o clima extremo prejudica a produção, a menor oferta pode encarecer alimentos e os danos à infraestrutura aumentam os custos de reconstrução.

O El Niño não atinge apenas o Brasil. As alterações provocadas pelo aquecimento das águas do Pacífico modificam a circulação atmosférica e podem provocar efeitos em diferentes partes do planeta.

No episódio atual, cientistas apontam que o fenômeno está ocorrendo em um planeta já mais quente por causa do aquecimento global.

As previsões indicam mais de 90% de chance de um El Niño muito forte. O fenômeno deve atingir o pico em dezembro e pode continuar com intensidade forte ou muito forte durante o primeiro semestre de 2027.

Ainda não é possível saber exatamente quais serão os impactos econômicos em cada região. Mas, conforme o fenômeno avançar, as previsões devem ficar mais precisas sobre os locais e períodos mais afetados.

Por enquanto, os cientistas já sabem que o super El Niño pode representar não apenas um desafio climático, mas também uma ameaça para a produção de alimentos, a infraestrutura e a economia global.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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