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Casas Bahia espera um 2027 pior que 2026, diz presidente da empresa

Segundo Renato Franklin, endividamento das famílias pode deteriorar as condições de crédito no próximo ano. Empresa fechou 298 unidades em uma única rodada e di

6 min de leitura
Casas Bahia espera um 2027 pior que 2026, diz presidente da empresa

Recuperação judicial: entenda o instrumento usado pelo Grupo Casas Bahia.

A Casas Bahia trabalha com a expectativa de um cenário econômico mais difícil em 2027 do que neste ano. Segundo o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, o plano de fechamento de quase 300 lojas foi elaborado considerando uma possível piora nas condições de crédito para os consumidores.

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Segundo ele, a Casas Bahia está adotando critérios cada vez mais restritivos para conceder financiamentos aos consumidores.

A companhia anunciou, no fim de semana, o pedido de recuperação judicial e o fechamento de cerca de 30% de suas lojas, o equivalente a 298 unidades.

Segundo Franklin, os fechamentos foram feitos em uma “onda única”, já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”.

O executivo afirmou que, com as medidas, a rede eliminou “todas as lojas que estavam na UTI”.

Questionado sobre as parcerias da Casas Bahia com marketplaces, Franklin afirmou que a rede vai priorizar as margens de lucro nos canais on-line e reduzir o volume de vendas que não são rentáveis.

Durante a conferência, ele disse que os marketplaces são “viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital”.

No ano passado, a Casas Bahia firmou uma parceria com o Mercado Livre para reforçar sua operação on-line. Analistas do Citi afirmaram, em relatório enviado a clientes, que o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia tem impacto marginalmente negativo para o Mercado Livre.

Segundo eles, uma alternativa para suprir essa demanda no segmento de eletroeletrônicos poderia ser uma “futura parceria com o Magazine Luiza, que atualmente mantém um acordo comercial semelhante com a Amazon”.

Apesar disso, os analistas avaliam que o Mercado Livre poderá se beneficiar de melhores condições de negociação com fornecedores.

O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo (16) que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.

🔍 A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça.

O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.

Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda.

Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.

O pedido de recuperação judicial é o desfecho de um processo de reestruturação iniciado há cerca de três anos.

Segundo a petição à qual o g1 teve acesso, a companhia lançou, em meados de 2023, um Plano de Transformação para reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e fortalecer a geração de caixa.

Na primeira etapa, foram fechadas 55 lojas consideradas deficitárias até o fim daquele ano, além da redução de aproximadamente 8. 600 postos de trabalho.

Na época, a empresa apostava que a renegociação, somada à expectativa de queda dos juros e da retomada do consumo, seria suficiente para estabilizar as contas. No entanto, segundo a companhia, o cenário econômico continuou desfavorável.

Em agosto de 2026, já durante a segunda fase do Plano de Transformação, a empresa promoveu uma nova rodada de cortes, com a demissão de cerca de 3 mil funcionários e o fechamento de quase 300 lojas.

Segundo a petição, o grupo emprega atualmente mais de 20 mil pessoas. A companhia afirma que a recuperação judicial é necessária para preservar esses empregos e garantir a continuidade das operações.

O Grupo Casas Bahia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas em agosto deste ano, segundo o pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça de São Paulo e obtido pelo g1.

As medidas fazem parte da estratégia da companhia para reduzir custos e enfrentar, segundo a própria empresa, a pior crise financeira de sua história. A varejista afirma que o plano busca reorganizar sua estrutura financeira.

As iniciativas se somam a outras ações implementadas desde 2023, quando o chamado Plano de Transformação levou ao fechamento de 55 lojas consideradas deficitárias e à redução de aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho.

Na petição, a empresa atribui suas dificuldades principalmente ao ambiente de juros elevados, à queda do consumo de bens duráveis, ao aumento da inadimplência e às pressões enfrentadas pelo setor varejista nos últimos anos.

A companhia também cita os impactos da transformação digital no comércio. Segundo o documento, as primeiras medidas de reestruturação foram adotadas em 2023, diante da piora do cenário econômico e financeiro.

Além do fechamento das 55 lojas e da redução de postos de trabalho, a empresa diminuiu estoques, cortou investimentos e promoveu ajustes nos centros de distribuição.

Apesar dos ganhos obtidos com essas medidas, a companhia afirma que o alto custo da dívida continuou pressionando o caixa. Por isso, novas ações foram adotadas em 2026.

De acordo com a petição, apenas em agosto deste ano, o grupo demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas. A empresa afirma que as medidas fazem parte de um esforço para reduzir despesas e recuperar o equilíbrio financeiro.

Somadas as duas etapas da reestruturação mencionadas no processo, o Grupo Casas Bahia reduziu aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho e fechou cerca de 355 lojas.

No pedido de recuperação judicial, a varejista argumenta que a crise é conjuntural e defende a viabilidade de suas operações. A empresa destaca que ainda mantém mais de 20 mil empregados e uma rede com mais de 700 lojas físicas em funcionamento.

Veja abaixo os números da reestruturação.

2023: fechamento de 55 lojas e redução de aproximadamente 8. 600 postos de trabalho. 2026: fechamento de quase 300 lojas e demissão de cerca de 3 mil funcionários.

Total: aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho eliminados e cerca de 355 lojas encerradas.

Entenda a crise do Grupo Casas Bahia em perguntas e respostas nesta reportagem.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial.

Em números

  • Segundo a petição, o grupo emprega atualmente mais de 20 mil pessoas
  • O Grupo Casas Bahia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas em agosto d
  • Levou ao fechamento de 55 lojas consideradas deficitárias e à redução de aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho
  • De acordo com a petição, apenas em agosto deste ano, o grupo demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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