A companhia, controlada pela gestora de private equity IG4 Capital e pela Petrobras (PETR4), corre contra o tempo até 24 de agosto, já que nessa data expira uma proteção obtida por medida cautelar em junho, de acordo com as fontes, que pediram anonimato devido à confidencialidade das negociações.
A Braskem, cujo controle foi recentemente adquirido pela IG4 do grupo de engenharia Novonor (ex-Odebrecht), vem lidando com um prolongado ciclo de baixa no setor petroquímico e deve precisar de três a cinco anos para resolver todos os seus desafios herdados, segundo as mesmas fontes.
Além dos preços deprimidos no setor petroquímico, a posição de caixa da Braskem foi enfraquecida por um desastre ambiental ligado às suas minas de sal em Alagoas.
Na comparação trimestral, o lucro avançou 13,9%.
Embora a Braskem venha discutindo alternativas com credores, incluindo detentores de bônus e bancos, para evitar um processo de reestruturação demorado, nenhum acordo foi alcançado até o momento, disseram as fontes.
Os credores rejeitaram uma oferta da Braskem de pagamento do principal com carência de cinco anos, além de uma carência de dois anos e meio para o pagamento de juros, segundo as fontes.
Se as atuais discussões de reestruturação avançarem, acrescentaram as fontes, a estrutura do pedido extrajudicial da Braskem incluirá um período de suspensão de cobranças (‘stay period’) de 90 dias para negociar um plano abrangente.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.