A B3 anunciou que vai incorporar oficialmente a inteligência artificial ao desenvolvimento de software da companhia após observar ganhos relevantes de produtividade entre suas equipes de tecnologia.
A bolsa brasileira adotou a plataforma Cursor, da Anysphere, como ferramenta oficial para sua área de engenharia, consolidando uma prática que já vinha sendo utilizada espontaneamente por desenvolvedores da empresa.
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Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de dez anos recuava a 4,76%, de 4,794% na véspera.
Segundo a B3, a adoção da tecnologia permitiu reduzir em aproximadamente 35% o tempo de entrega de aplicações. O resultado levou a companhia a ampliar a utilização da ferramenta para cerca de 600 colaboradores, em uma iniciativa que busca acelerar o desenvolvimento de software sem abrir mão dos padrões de segurança e governança exigidos pela infraestrutura do mercado financeiro.
O crescimento do uso da ferramenta ocorreu de forma acelerada nos últimos meses. Entre maio e julho deste ano, o número de desenvolvedores que utilizavam ativamente a Cursor passou de 34 para 154 profissionais, antes mesmo de a tecnologia ser oficialmente incorporada aos processos da companhia.
De acordo com a B3, a expansão do uso da inteligência artificial levou à criação de um modelo unificado para aplicação da tecnologia dentro da área de engenharia.
A intenção foi substituir iniciativas isoladas por uma estratégia corporativa capaz de ampliar os ganhos de produtividade mantendo controles adequados de segurança e conformidade.
Segundo a executiva, os resultados observados durante o período de testes incentivaram a empresa a estruturar uma estratégia mais ampla para o uso da tecnologia.
A ferramenta adotada passou por homologação das áreas de segurança e foi integrada ao fluxo de desenvolvimento utilizado pela companhia.
Na prática, a Cursor funciona como uma assistente para os profissionais de engenharia. A tecnologia utiliza agentes de inteligência artificial para apoiar atividades como escrita de código, revisão, execução de testes e refatoração de sistemas, processo que reorganiza a estrutura de programas sem alterar suas funcionalidades.
Apesar da automação de parte das tarefas, a B3 destaca que a participação humana continua sendo fundamental no processo. Todo o código produzido ou sugerido pela inteligência artificial permanece sujeito aos procedimentos de revisão, testes, qualidade e segurança já adotados pela empresa.
A escala da utilização da tecnologia também chama a atenção. De acordo com a companhia, cerca de 1,5 milhão de linhas de código são produzidas mensalmente com auxílio da IA.
O volume considera apenas os trechos sugeridos pela ferramenta que foram efetivamente aceitos pelos desenvolvedores.
Para Sangalli, os principais ganhos estão na redução do trabalho manual em etapas rotineiras do desenvolvimento. Com isso, as equipes podem dedicar mais tempo a atividades de maior complexidade e foco estratégico, enquanto tarefas repetitivas são executadas com apoio dos agentes de inteligência artificial.
A iniciativa reforça o movimento crescente de adoção de inteligência artificial por grandes empresas de infraestrutura e tecnologia, principalmente em áreas de desenvolvimento de software, nas quais ferramentas capazes de gerar e revisar código têm se consolidado como uma das aplicações corporativas mais disseminadas da IA generativa.
Em números
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- De acordo com a companhia, cerca de 1,5 milhão de linhas de código são produzidas mensalmente co
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