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Após acordo, petrolífera dos EUA anuncia US$ 7 bilhões para ampliar produção na Venezuela; expectativa é

Casa Branca detalha plano para explorar petróleo na Venezuela.

4 min de leitura
Após acordo, petrolífera dos EUA anuncia US$ 7 bilhões para ampliar produção na Venezuela; expectativa é

A produção de petróleo da Venezuela deve mais que dobrar até 2030 e superar 2 milhões de barris por dia, afirmou nesta quarta-feira (2) o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright.

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  • Suspeita e dúvidas diante do acordo petrolífero 'histórico' entre Venezuela e EUA.

Casa Branca detalha plano para explorar petróleo na Venezuela.

Segundo ele, o país já produz mais de 1,2 milhão de barris por dia.

Wright também disse estar confiante de que o petróleo venezuelano poderá ser usado para recompor a reserva estratégica dos Estados Unidos, um estoque mantido pelo governo americano para situações de emergência no abastecimento.

A previsão ocorre após um acordo entre os Estados Unidos e a Venezuela que amplia a participação americana no setor de petróleo do país. Wright está em Caracas nesta quarta-feira para acompanhar a assinatura de novos acordos com o governo interino de Delcy Rodríguez.

O acordo dá aos Estados Unidos o direito de explorar um quinto das reservas de petróleo da Venezuela, de acordo com os termos divulgados sobre a negociação.

EUA ampliam presença no petróleo venezuelano.

Wright afirmou que a participação do governo americano aumenta a segurança e a confiança nos contratos e pode ajudar a atrair investimentos para o setor de petróleo da Venezuela.

O país passou por anos de queda na produção e dificuldades na indústria petrolífera. No início deste ano, o governo de Delcy Rodríguez promoveu uma reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que facilita a criação de novos negócios no setor.

A expectativa americana é que a mudança nas regras e a entrada de investimentos ajudem a acelerar a recuperação da produção venezuelana.

A empresa americana prevê mais que dobrar sua produção no país, chegando a cerca de 600 mil barris por dia.

Chevron, Eni, KEO Capital e Primavera estão entre as empresas envolvidas em novos acordos de energia com o governo venezuelano. Os contratos preveem, principalmente, a expansão de projetos negociados com o Ministério do Petróleo e com a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo.

Os novos acordos seguem as regras da reforma aprovada em janeiro.

A italiana Eni também pretende ampliar sua atuação na Venezuela com uma nova área na Faixa do Orinoco, uma das principais regiões produtoras de petróleo do país.

O movimento ocorre depois de anos de afastamento de grandes empresas americanas do setor de petróleo venezuelano.

ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram projetos no país após a nacionalização de ativos em 2007. A Chevron permaneceu na Venezuela e agora planeja ampliar sua produção.

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. A indústria do país, porém, foi enfraquecida por problemas de gestão, corrupção e sanções.

Além do aumento da produção venezuelana, Wright vê o petróleo do país como uma possível fonte para recompor a reserva estratégica americana.

A reserva estratégica é um estoque de petróleo mantido pelo governo dos Estados Unidos para ser usado em situações de emergência, como interrupções no fornecimento.

Wright disse estar confiante de que o petróleo venezuelano poderá ser trocado por petróleo destinado à reserva americana.

Em outra declaração nesta quarta-feira, o secretário afirmou que espera que a Venezuela produza mais de 1,5 milhão de barris por dia já no primeiro semestre de 2027.

A previsão é de que a produção continue crescendo até superar 2 milhões de barris por dia no fim da década.

*Com informações da AFP, AP e Reuters.

Em números

  • A produção de petróleo da Venezuela deve mais que dobrar até 2030 e superar 2 milhões de barris por dia, afirmou nesta quarta-feira (2)
  • Segundo ele, o país já produz mais de 1,2 milhão de barris por dia
  • A empresa americana prevê mais que dobrar sua produção no país, chegando a cerca de 600 mil barris por dia
  • A previsão é de que a produção continue crescendo até superar 2 milhões de barris por dia no fim da década

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Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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