Seis meses após ‘INFRAÇÃO (1º Ato)’, rapper da Baixada Fluminense entrega álbum mais íntimo e vulnerável, com participações de Vulgo FK, Anchietx, Carla Sol e Jenni.
O segundo ato marca uma mudança de perspectiva em relação ao primeiro. Segundo material enviado à imprensa, INFRAÇÃO foi construído a partir da figura do “anjo rebelde”, alguém que confronta o sistema a partir da própria vivência, enquanto Estilhaços & Cicatrizes nasce de uma pergunta mais silenciosa: o que existe por trás de tudo isso.
A resposta se revela ao longo de sete faixas que transitam por afeto, saudade, desejo, frustração e vulnerabilidade. A chave simbólica do projeto é a máscara brilhante, persona de TOKIO que, longe de esconder, funciona como passagem.
Sob ela, o artista encontra liberdade para dizer o que, sem esse recurso, talvez permanecesse guardado.
A narrativa começa com a “Intro”, ambientada em uma sessão de terapia com sua psicóloga, que estabelece a atmosfera de tensão e introspecção para o que vem a seguir.
Dali, o álbum mergulha em “Meu Amor É Seu” e na montanha-russa emocional de “Elevador” (com Jenni Mosello), que usa os altos e baixos de um elevador como metáfora para o estado emocional do artista.
Em “Preciso Te Esquecer” (com Vulgo FK), esquecer deixa de ser uma decisão para se tornar um exercício — cortar caminhos, interromper buscas, deixar de alimentar o que já não cabe.
O álbum se encerra com “Gênio Indomável” (com Anchietx), que funciona como uma passagem: depois de atravessar o amor, a perda e a necessidade de deixar para trás, TOKIODK volta a olhar para frente.
A faixa encerra o segundo ato, mas não encerra a trilogia. Antes do lançamento, o artista já havia antecipado no X a ansiedade com o projeto: “Eu realmente não sei se vocês vão gostar do 2º Ato.
mas a minha evolução musical é bizarra! Sério, eu tô mt feliz com o resultado”.
Estilhaços & Cicatrizes está disponível em todas as plataformas digitais. O terceiro e último capítulo da trilogia ainda não tem data confirmada.