Produtor musical relembra virtuosismo do ex-colega de Mutantes e guitarra ‘revolucionária’ criada nos bastidores da banda.
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb).
De um conselho despretensioso à parceria em uma das bandas mais inventivas do rock nacional, o ex-baixista dos Mutantes e produtor musical Liminha falou sobre o convívio com Sérgio Dias, guitarrista da banda paulistana.
Um dos destaques do papo foi a exaltação do guitarrista de quem Liminha foi companheiro nos Mutantes no fim dos anos 1960 e início da década de 1970. Sérgio Dias, segundo o baixista e produtor, era um instrumentista genial em habilidade e criatividade.
Liminha lembrou um conselho recebido de Sérgio durante o ensaio de uma banda da qual ele participava. Isso foi antes dos Mutantes. Segundo Liminha, Sérgio percebeu que ele tocava sempre em uma mesma direção.
Para aumentar a velocidade, Sérgio recomendou uma outra técnica.
O conselho foi recebido e aplicado, segundo Liminha.
O que também fornecia qualidade à música de Sérgio Dias era a contribuição do irmão. E não era Arnaldo Baptista, outro integrante dos Mutantes. Era Cláudio César Dias Baptista, que construía os equipamentos da banda e já foi chamado de “Professor Pardal dos Mutantes”.
Cláudio construiu para o irmão uma guitarra que já vinha com a própria distorção, sem a necessidade do uso de pedais. Liminha contou que o circuito era de seis distorções na guitarra, uma para cada corda.
O ex-baixista dos Mutantes chamou a engenhoca de “coisa de louco” e Cláudio César de “gênio”, arrematando.
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Fontes
Informação baseada em material público de Rolling Stone Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.