Diretor de sucessos como “Alien” e “Blade Runner” credita a formação em escola de arte pelo método que usa até hoje.
Mesmo após décadas na indústria cinematográfica, Ridley Scott explicou continuar uma de suas tradições favoritas. Aos 88 anos, o diretor britânico segue desenhando à mão cada plano de suas produções, prática batizada informalmente de “Ridleygrams” por sua equipe e que ele credita diretamente ao tempo que passou na escola de arte.
A revelação aconteceu em uma entrevista exclusiva concedida à revista People. “Estou filmando no papel, dentro da minha cabeça, mas depois isso vai para o papel de verdade, porque meu tempo na escola de arte é o período mais útil da minha vida”, explicou o cineasta.
O hábito nasceu ainda nos anos 1950, quando Scott ingressou no Royal College of Art, em Londres, após entender que o desenho e a arte visual era a área em que mais se destacava.
No espaço da comunicação, Scott passou a moldar o olhar visual que décadas depois definiria filmes como Alien, o Oitavo Passageiro (1979), Blade Runner – O Caçador de Androides (1982) e Gladiador (2000).
Sobre os anos de formação, o diretor já havia resumido o aprendizado em outra ocasião. “Esta era a escola de tudo. Você simplesmente tinha que ser persistente e ir em frente.
000 comerciais, enquanto sua produtora fez muitos mais. Entre seus comerciais mais famosos está o anúncio da Apple de 1984, que ele dirigiu para o lançamento do Macintosh.
Na produção mais recente, Ponto Sem Retorno, o processo manteve o mesmo. O longa, que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 27, é estrelado por Jacob Elordi e Josh Brolin, com participações de Margaret Qualley, Benedict Wong e Guy Pearce.
A adaptação do romance distópico literário The Dog Stars (título homônimo ao nome do filme em inglês), escrito por Peter Heller em 2012, acompanha Hig (Elordi), um jovem piloto que tenta sobreviver após uma pandemia devastar a sociedade.
A novidade chegou a Scott por meio do estúdio em um momento em que ele estava procurando seu próximo filme. O diretor afirma que começou a ler o roteiro e ficou imediatamente cativado.
E, o mais importante, sempre chego sabendo exatamente o que vou fazer”, diz ele. O hábito explica sua produtividade. Mesmo com um lançamento ainda nos cinemas mundiais, Scott prepara sua 31ª produção, uma adaptação do clássico A Ilha do Tesouro.
Em entrevista à publicação IndieWire, o produtor de arte Chris Seagers explicou que toda a equipe parte dos desenhos detalhados de Scott para decidir o que será construído fisicamente e o que ficará por conta de efeitos visuais.
O colaborador frequente do diretor afirmou que costuma discutir com o supervisor de efeitos especiais Neil Corbould e o supervisor de efeitos visuais Charley Henley o que pode ser resolvido de forma prática no set, sempre priorizando o que pode ser filmado ao vivo.
Apenas em última instância a equipe de confiança de Scott utiliza complementos digitais.
Em novembro, o cineasta recebe um Oscar honorário, após três indicações como diretor e mais uma como produtor de Perdido em Marte (2015). Seu próximo longa, A Ilha do Tesouro, ainda não tem data de lançamento oficial.
A produção está prevista para começar no início de novembro de 2026.