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Musica

Produtor do Charlie Brown Jr. revela segredos de gravação em resposta a Rick Bonadio

Adotando tom diplomático, Tadeu Patolla revelou que primeiros discos do grupo de Chorão usaram simuladores e não amplificadores reais

3 min de leitura
Musica — imagem padrão

Crédito: reprodução A discussão sobre o uso de amplificadores valvulados versus simuladores digitais ganhou um capítulo surpreendente na história do Rock nacional.

O que começou como uma defesa ferrenha do purismo analógico por parte de Rick Bonadio no Starling Cast #301 se transformou em um embate de bastidores após o produtor Tadeu Patolla vir a público revelar que o icônico “som de peso” dos primeiros discos do Charlie Brown Jr.

nasceu, na verdade, de um software digital.

Durante sua entrevista ao guitarrista Mateus Starling, Rick criticou duramente as tecnologias modernas digitais. Ao defender que o verdadeiro peso de uma banda só é alcançado com equipamentos reais no estúdio, Bonadio lançou um desafio direto aos músicos da internet.

Citando os discos Imunidade Musical (2005) e Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva (2009), ele afirmou.

Quer fazer um teste? Pega um disco do Charlie Brown, ‘Imunidade Musical’, ouve os sons de guitarra que tem lá. Vê se esse simulador faz aquilo. (…) Vai lá ouvir ‘Imunidade Musical’ ou ‘Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva’ (…) e fala para mim que vocês fazem esse som com o simulador.

A resposta de Tadeu Patolla aos comentários de Rick Bonadio.

Tadeu, como você pode ver na publicação ao final da matéria, separou formalmente o período em que esteve à frente do som do grupo das produções posteriores de Bonadio e começou a explicar.

Fala galera, tudo bem? Então, estou aqui para esclarecer alguns pontos sobre o episódio do podcast do Matheus Starling com o Rick Bonadio, onde o Rick fala que usou amplificadores para gravar os discos do Charlie Brown.”.

O que ele [Rick] usou foi o amplificador pra gravar o ‘Camisa 10 [Joga Bola Até na Chuva]’, que eu não estava lá. É uma produção dele. Os discos que eu produzi com o Charlie Brown, todos eu usei o simulador que vinha dentro do Pro Tools.

Isso aí faz tempo, bicho. Faz quase 30 anos, se já não fizer.“.

Na época, a equipe chegou a levar diversos amplificadores físicos de marcas consagradas para a sala de gravação. No entanto, ao realizarem testes comparativos, constataram que o plugin de simulação digital soava melhor na mixagem do que as caixas reais microfonadas, como Patolla concluiu.

A gente optou por usar esse equipamento, porque realmente soava melhor que os amplificadores. Eles levaram vários amplificadores para o estúdio. A gente testou, tirou o som desses amplificadores.

Aí o Paulinho [Anhaia] deu a sugestão de usar o simulador, e todo mundo gostou. Todo mundo gostou mais do que dos amplificadores.”.

Está esclarecido? Veja o vídeo a seguir.

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