Reprodução/YouTube Em uma das disputas judiciais mais curiosas da história da música, há 50 anos, George Harrison foi considerado responsável por um caso de “plágio subconsciente”.
O processo, iniciado após o sucesso de “My Sweet Lord”, terminou com a conclusão de que a canção do ex-integrante dos Beatles era musicalmente semelhante a “He’s So Fine”, lançada em 1963 pelo grupo feminino The Chiffons.
A empresa era controlada pelo grupo The Tokens e fazia parte de sua produtora, responsável por produzir “He’s So Fine” e deter os direitos de publicação da canção.
O compositor da faixa, Ronnie Mack, havia morrido de câncer pouco tempo depois do lançamento da música.
George chegou a tentar um acordo com a Bright Tunes, mas a proposta foi recusada. O caso só seria levado aos tribunais em fevereiro de 1976, quando os argumentos foram analisados ao longo de três dias.
A discussão envolveu aspectos técnicos da composição, como motivos melódicos e progressões de acordes.
George Harrison foi condenado por “plágio subconsciente” nos anos 1970.
Ao final, o juiz considerou as duas músicas “virtualmente idênticas”, mas reconheceu que George Harrison não havia agido de má-fé. Embora o músico não tivesse copiado “He’s So Fine” de forma deliberada, a semelhança entre as obras era suficiente para responsabilizá-lo por aquilo que ficou conhecido como “plágio subconsciente”.
A decisão do magistrado teve um efeito duradouro sobre Harrison. Frustrado e desgastado pelo processo, ele transformou a própria experiência em tema de uma de suas músicas seguintes.
Em “This Song”, lançada no álbum Thirty Three & 1/3, em novembro de 1976, o ex-Beatle ironizou a disputa judicial no clipe ambientado dentro de um tribunal.
Ouça a comparação entre “My Sweet Lord” e “He’s So Fine” logo abaixo, e aproveite para assistir ao vídeo de “This Song” em seguida.