Ir para o conteúdo
Musica Revisado por ULTRA AI

O criticado álbum do Iron Maiden que é defendido por Steve Harris

Conheça mais sobre o criticado álbum do Iron Maiden que é defendido pelo baixista e líder da banda, Steve Harris.

3 min de leitura
O criticado álbum do Iron Maiden que é defendido por Steve Harris

Apesar da recepção negativa da imprensa e dos fãs nos anos 1990, líder da Donzela de Ferro mantém sua convicção sobre um dos trabalhos mais controversos da banda.

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb).

Após uma sequência ininterrupta de álbuns aclamados ao longo da década de 1980 — culminando no “progressivo” Seventh Son of a Seventh Son (1988) —, o Iron Maiden iniciou os anos 1990 em busca de uma sonoridade mais crua e direta.

O resultado dessa guinada foi No Prayer for the Dying (1990), oitavo álbum de estúdio do grupo britânico e o primeiro a contar com o guitarrista Janick Gers no lugar de Adrian Smith.

Embora o disco ocupe uma posição modesta na preferência de boa parte dos fãs e da crítica especializada, o fundador e baixista Steve Harris sai em defesa da obra.

Para o músico, No Prayer for the Dying é um trabalho sólido que refletia o momento em que a banda buscava simplificar sua proposta após anos de produções e turnês grandiosas.

Em entrevista à revista Metal Hammer, Harris explicou a intenção por trás do álbum na época.

Ele acrescenta, defendendo a qualidade do repertório presente do disco.

O baixista revelou que a sonoridade mais rústica foi influência do primeiro trabalho solo do vocalista Bruce Dickinson, Tattooed Millionaire (1990), no qual o cantor explorou um tom mais áspero.

Buscando capturar a energia de uma performance ao vivo, a banda optou por gravar o disco em um celeiro adaptado nas propriedades de Harris, utilizando o estúdio móvel dos Rolling Stones.

Harris admitiu que, se pudesse alterar algo na produção do álbum hoje, adicionaria ruídos de plateia para acentuar a atmosfera de registro ao vivo — recurso que foi aplicado no clipe do single “Tailgunner”.

Ele também defendeu faixas que receberam críticas na época, como a épica “Mother Russia”.

Steve Harris também ama ‘The X Factor’, do Iron Maiden.

No Prayer for the Dying não é o único trabalho contestado do Iron Maiden a contar com o respaldo de seu criador. Em entrevista publicada no livro biográfico Run to the Hills (1998), Harris também defendeu The X Factor (1995) — álbum que marcou a estreia do vocalista Blaze Bayley em substituição a Dickinson.

Apesar da rejeição comercial e crítica na época, o baixista chegou a classificar o disco de 1995 no seu “top 3” pessoal de álbuns do Iron Maiden, ao lado de Piece of Mind (1983) e Seventh Son of a Seventh Son (1988).

Frente às reações negativas que alguns discos receberam ao longo da carreira do Iron Maiden, Steve Harris explicou sua postura.

+++ LEIA MAIS: Bruce Dickinson, do Iron Maiden, anuncia álbum solo gravado no estúdio de Dave Grohl +++ LEIA MAIS: Iron Maiden vende parte de seu catálogo e imagem; entenda o que significa +++ LEIA MAIS: Por que Iron Maiden se compara ao serviço militar, segundo Bruce Dickinson.

Fontes

Informação baseada em material público de Rolling Stone Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

Leia também

Mais em Musica