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Novas regras do Facebook e Instagram para adolescentes estão chegando. Elas vão ajudar?

Como parte de um acordo anunciado nesta semana, a Meta concordou com mudanças abrangentes para jovens que usam suas plataformas. Especialistas explicam o que po

3 min de leitura
Novas regras do Facebook e Instagram para adolescentes estão chegando. Elas vão ajudar?

Como parte de um acordo anunciado nesta semana, a Meta concordou com mudanças abrangentes para jovens que usam suas plataformas. Especialistas explicam o que pode funcionar — e o que talvez n.

Agora, diz Perry, o importante é começar a estudar como essas modificações vão mudar a maneira como as crianças interagem com os aplicativos. “Para garantir que o produto seja o mais seguro possível, seria necessário iniciar um novo estudo agora mesmo, para estabelecer uma linha de base”, afirma.

Candice Feinberg, psicóloga clínica e cofundadora dos ROWI Teen and Parent Wellness Centers, que trabalham com famílias que enfrentam problemas relacionados às redes sociais, também considera as mudanças positivas.

Ela destaca a mudança no algoritmo como particularmente útil. “Não ter um algoritmo me lembra de quando [as redes sociais] surgiram, [quando] eram apenas nossos amigos, então acho ótimo”, afirma Feinberg.

Hoje, quando as crianças clicam em um link — mesmo que tenha sido por acidente ou como parte de uma pesquisa para um trabalho escolar — começam a receber outras publicações sobre o mesmo assunto.

Mick Tobin, cofundador da Young People’s Alliance — que descreve como “a AARP dos jovens” — comemora as mudanças, especialmente as relacionadas ao feed algorítmico.

Ao eliminar esse direcionamento algorítmico, Tobin espera que as redes sociais possam voltar a ser um espaço onde as crianças interajam e encontrem uma comunidade, sem precisar se preocupar com o fato de que assistir a um único vídeo pode mudar completamente o conteúdo que verão em seguida.

Ele também considera positiva a decisão de ocultar curtidas e reações: “Muitos jovens, inclusive eu, cresceram muito conscientes de ‘quantas curtidas minha publicação recebeu?’.

Se eu não receber uma determinada quantidade de curtidas, meu valor, de alguma forma, diminui.”.

Uma medida que Tobin não acredita que será muito eficaz é o limite de duas horas. “Não diria que sou necessariamente contra os limites de tempo, mas também não sou necessariamente a favor deles”, afirma, destacando que se trata de um problema complexo.

O dilema é o seguinte: por um lado, recursos como a rolagem contínua podem prender as crianças às telas por horas; por outro, elas deveriam ter o direito de acessar esses aplicativos no próprio ritmo.

Além disso, quando são informadas de que não podem acessar algo, as crianças tendem a procurar uma maneira de contornar a restrição. “Os jovens não gostam quando você diz que eles não podem fazer alguma coisa”, observa.

A questão que permanece é como os aplicativos vão determinar quem tem 18 anos ou mais nas plataformas. Atualmente, jovens a partir dos 13 anos podem criar contas para adolescentes, mas, segundo as novas diretrizes, a empresa é obrigada a “implementar medidas robustas de garantia de idade para detectar usuários menores de 18 anos”.

Tobin também alerta que isso deve ser encarado como um começo, não como um fim e, enquanto outros processos continuam tramitando nos tribunais, o foco deveria estar em pressionar os legisladores a promover mudanças que alcancem toda a indústria.

Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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