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Khorium comemora 10 anos de rapcore em coletânea ao lado de Jimmy London, Fernanda Lira e Clemente

Com uma sonoridade que combina rap, metal, hardcore e crossover, a Khorium construiu ao longo de uma década uma identidade marcada pelo peso, pelo groove, pela

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Khorium comemora 10 anos de rapcore em coletânea ao lado de Jimmy London, Fernanda Lira e Clemente

Divulgação A Khorium acaba de lançar Rota de Colisão, coletânea que celebra os 10 anos da banda carioca reunindo faixas construídas em parceria com artistas de diferentes vertentes da cena independente.

O trabalho evidencia uma característica que a banda do Rio de Janeiro conseguiu levar para dentro do rap metal para além das rimas e da estética sonora: as cyphers, encontros em que diferentes artistas compartilham uma mesma base para apresentar seus versos, estilos e identidades, algo bem natural ao rap.

Na Khorium, essa dinâmica das cyphers, ou, das colaborações, aparece em diferentes momentos da trajetória da banda e ganha agora um registro próprio. Três dessas colisões ganham destaque: “Ainda Assim Eu Me Levanto”, com Fernanda Lira, que trata-se do poema musicado Still I Rise, de Maya Angelou; “Muito Fala, Nada Faz”, com Jimmy London, do Matanza Ritual; e “Imunidade Tributária”, com Clemente Nascimento, do Inocentes.

Com uma sonoridade que combina rap, metal, hardcore e crossover, a Khorium construiu ao longo de uma década uma identidade marcada pelo peso, pelo groove, pela consciência histórica e pelo engajamento social.

Rota de Colisão reúne diferentes momentos dessa trajetória.

Clemente, que participa de “Imunidade Tributária”, originalmente presente no disco A Plenos Pulmões (2023) destaca sua percepção sobre a Khorium como uma banda que ali conseguiu fazer um punk rock com letra esperta.

Já “Ainda Assim Eu Me Levanto”, com Fernanda Lira, aparece em Idiocracia Tropical Contemporânea (2019).

O lançamento de Rota de Colisão chega na esteira de Pária (2025), álbum mais recente da Khorium. No trabalho, a banda aprofunda sua mistura de rapcore e crossover para abordar temas como racismo, eugenia e política.

Criada pelo artista Rogério Fortes, a capa de Rota de Colisão presta homenagem a Licensed to Ill (1986), clássico do Beastie Boys, e dialoga ainda com Kamikaze (2018), de Eminem, que também resgatou elementos visuais da obra do trio.

A Khorium acrescenta uma nova camada à referência ao utilizar como referência um avião real da Força Aérea Brasileira. O desenho completo, com a aeronave em rota de colisão, foi pensado especialmente para o projeto e reforça visualmente o conceito do título, mas neste primeiro momento, porém, a imagem aparece apenas parcialmente nas plataformas de streaming.

Beastie Boys e Eminem também têm versões completas dos aviões de suas capas.

Formada em Volta Redonda (RJ), a Khorium combina rap, metal, hardcore e crossover em uma sonoridade marcada pelo peso, pelo groove e pelo discurso crítico.

O primeiro registro, Manual Prático do Brasil (2018), foi lançado como EP e já apresentava a postura combativa e o olhar atento do grupo para as contradições do país.

Em Idiocracia Tropical Contemporânea (2019), a banda consolidou sua mistura de rap e metal para discutir o cenário político e social brasileiro. A capa do álbum venceu a 30ª edição do Salão do Humor de Volta Redonda.

Na sequência veio Forças Opostas (2021), ampliando a densidade das letras e explorando contrastes entre opressão e resistência. O registro ao vivo Khorium no Estúdio Showlivre (2022) capturou a energia das apresentações da banda.

Em A Plenos Pulmões (2023), a Khorium aprofundou sua pesquisa sonora e temática, antes de chegar a Pária (2025), trabalho que levou sua abordagem sobre racismo, eugenia e política a um novo nível de complexidade.

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