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Jorge Furtado explica por que seus filmes não têm vilões: ‘Eu torço por todos os personagens’

Diretor de Muito Prazer fala à Rolling Stone Brasil sobre a complexidade moral de seus personagens

2 min de leitura
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Diretor de Muito Prazer fala à Rolling Stone Brasil sobre a complexidade moral de seus personagens.

Em Muito Prazer, nova comédia de Jorge Furtado que já está em cartaz nos cinemas, não existem antagonistas tradicionais. Mesmo quando os personagens tomam decisões moralmente questionáveis, o diretor evita colocá-los em polos de heróis e vilões, uma escolha que, segundo ele, acompanha toda a sua filmografia.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Furtado explicou que nunca acreditou em personagens completamente bons ou completamente maus. Para o cineasta, o interesse está justamente nas contradições humanas e na possibilidade de o público enxergar diferentes perspectivas dentro da mesma história.

Ao comentar a ausência de vilões em seus filmes, Jorge Furtado lembrou uma observação feita pelo diretor Domingos Oliveira, que percebeu esse padrão em sua obra.

O diretor afirmou que prefere construir personagens ambíguos, capazes de despertar empatia mesmo quando erram.

Um convite para o público se questionar.

Para Furtado, essa abordagem faz com que o espectador participe ativamente da narrativa, refletindo sobre como reagiria diante das mesmas situações vividas pelos personagens de Muito Prazer.

O diretor ainda cita duas personagens do motel onde a trama se desenrola como exemplo dessa lógica: elas não funcionam como vilãs da história, apenas perseguem seus próprios interesses e motivações.

Misturando humor, romance e discussões sobre algoritmos, sexualidade e relações contemporâneas, Muito Prazer aposta justamente nessa zona cinzenta da moralidade para provocar o público sem abrir mão da leveza característica do cinema de Jorge Furtado.

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Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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