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Baterista afirma ter orgulho do álbum "Native Tongue", do Poison

Único trabalho com Richie Kotzen na guitarra mostrou a banda experimentando diferentes sonoridades e instrumentos.

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Baterista afirma ter orgulho do álbum "Native Tongue", do Poison

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Quarto trabalho de estúdio do Poison, "Native Tongue" (1993) foi o único a contar com o guitarrista Richie Kotzen, que substituiu C. C. DeVille. O músico teve total liberdade para contribuir com as composições, sendo autor de várias, embora todas elas tenham sido assinadas pelos quatro integrantes.

Em relação ao encaixe do novo membro, o instrumentista destacou: "Foi ótimo trabalhar com o Richie e tenho muito, muito orgulho daquele disco. Sinto que pensamos: 'Não vamos tentar fazer grunge, porque não é a nossa praia.

Não vamos tentar ser o que éramos com o C. C. Vamos virar a página, começar um capítulo novo e vamos fazer isso muito bem'. E acho que conseguimos fazer tudo isso.

Rikki atribui o sucesso menor do disco à fórmula na qual os fãs estavam presos. Fez tanto sucesso quanto 'Open Up And Say... Ahh!'? Não, não fez. As pessoas já tinham uma certa imagem do Poison e havia outros estilos musicais surgindo na época.

Ainda assim, vendeu discretamente um milhão de cópias logo nos primeiros meses. Continuávamos aparecendo na MTV e fomos tratados de forma diferente de alguns dos artistas que vieram depois de nós.

O disco foi bem recebido por muita gente, muitos críticos gostaram dele. Até hoje, acho que muita gente gosta. E eu também gosto. Quando paro para ouvir, penso: 'Gosto muito do que toquei ali.

Ficou legal'. Já quando volto para nossa estreia, 'Look What The Cat Dragged In', penso: 'Meu Deus, por que eu toquei aquilo daquele jeito?'. Mas já se passaram 40 anos.

O baterista concluiu exaltando a parte técnica. "Às vezes, é só uma questão de percepção, de timing e coisas do tipo. Tivemos um ótimo produtor, foi fantástico trabalhar com o Richie Zito.

E acho que todo mundo estava tocando bem, o Bret estava cantando bem... sinto que estávamos no nosso auge. O videoclipe de 'Stand' é incrível. Olho para trás e penso: 'Uau.

Nós o filmamos em película. Parecia um filme de verdade. Ficou muito bom. Mas simplesmente não caiu no gosto dos fãs mais fiéis do Poison - ou da maioria deles, pelo menos.

Saímos em turnê, fomos bem e tudo mais. Voltamos à Europa. Novamente, foi tudo bem. Foi bom. Mas não foi algo fenomenal.

Native Tongue" mostrou o Poison experimentando diferentes sonoridades ligadas ao blues, gospel e soul music, com adição de corais e instrumentos como bandolim e dobro.

As letras também fugiam do trivial, abordando injustiça social, desilusões e a desglamourização da dependência química.

Músicos como os pianistas Billy Powell (Lynyrd Skynyrd) e Jai Winding (Michael Jackson, The Beach Boys), o baixista Timothy B. Schmit (Eagles), o coral da Primeira Igreja Episcopal Metodista Africana de Los Angeles e o grupo de metais Tower Of Power participaram das gravações.

Impulsionado pelos hits "Stand" e "Until You Suffer Some (Fire and Ice)" – ambos escritos por Kotzen –, o disco chegou ao 16º lugar no The Billboard 200. Ganhou premiação de ouro nos Estados Unidos e platina no Canadá.

Richie sairia após a turnê de divulgação, quando o clima pesou por ele ter se envolvido com Deanna Eve, ex-noiva de Rockett.

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Colabora com o Whiplash desde 2002. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou. Mais matérias de João Renato Alves.

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Fontes

Informação baseada em material público de Whiplash, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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