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Musica Revisado por ULTRA AI

A cantora brasileira sampleada por Frank Ocean

Dez anos após Endless, entenda como Frank Ocean sampleou Gal Costa em Honeybaby a partir de Vapor Barato e ajudou a redescobrir a MPB

2 min de leitura
Musica — imagem padrão

Dez anos após o lançamento de Endless, a presença de uma voz da MPB em uma das faixas do projeto segue como um dos detalhes mais curiosos — e menos comentados — do catálogo do artista americano.

Quando Endless surgiu de surpresa na madrugada de 19 de agosto de 2016, muita gente estava tão atordoada com a simples existência do projeto que deixou passar um detalhe escondido entre as faixas do disco: em um dos interlúdios, por poucos segundos, estava lá, uma voz brasileira, gravada 45 anos antes, incorporada ao universo sonoro de um dos artistas mais cultuados da música contemporânea.

Dez anos depois, o aniversário de Endless é uma boa ocasião para entender o que aquele sample fazia ali.

A faixa se chama “Honeybaby” e o trecho sampleado é o refrão de “Ô, minha Honeybaby”, repetido de forma hipnótica pela voz que deu origem ao apelido da música. A canção original é “Vapor Barato”, composição de Jards Macalé e Waly Salomão, gravada em 1971 para o álbum ao vivo Fa-Tal – Gal a Todo Vapor (1971), de Gal Costa.

O álbum da brasileira é considerado o mais importante de sua carreira e uma obra-prima da discografia brasileira. Lançado pela Philips no fim de 1971, o disco registra o show Fatal (1971), apresentado naquele mesmo ano no Teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro, sob direção de Waly Salomão.

O álbum foi eleito pela Rolling Stone como o 20º melhor disco brasileiro de todos os tempos.

Frank Ocean não foi o único artista de fora do Brasil a descobrir Gal Costa naquele período. Poucos meses antes de Endless, em maio de 2016, o produtor haitiano-canadense Kaytranada lançou “Lite Spots” com um sample de “Pontos de Luz”, do álbum India (1973).

Os dois lançamentos aconteceram no mesmo ano e recorreram a discos gravados pela mesma artista na mesma época — com pouco mais de dois anos separando os dois álbuns originais.

Coincidência ou sinal de que o catálogo de Gal Costa estava, discretamente, sendo redescoberto por uma nova geração de produtores, que ouvia a MPB dos anos 1970 com outros ouvidos.

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Fontes consultadas

  • Rolling Stone Brasillink

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