Nem sempre um disco considerado ruim é, de fato, tão ruim assim. No Heavy Metal, gênero marcado por públicos apaixonados e expectativas bastante específicas, mudanças de direção costumam ser recebidas com desconfiança, principalmente quando partem de bandas que já estabeleceram uma identidade reconhecível.
Foi a partir dessa ideia que a Metal Hammer revisitou 11 álbuns frequentemente tratados como decepções na trajetória de grandes nomes do Metal. A seleção divulgada reúne discos de Slayer, Iron Maiden, Metallica, Guns N' Roses, Judas Priest, Megadeth, Morbid Angel, Paradise Lost, KoRn, Machine Head e Suicide Silence.
Em comum, os trabalhos de estúdio têm justamente aquilo que costuma provocar reações negativas entre fãs: experimentação, mudança de estilo, aproximação com tendências de determinada época ou simplesmente uma proposta diferente daquela esperada.
A ideia da revisão é questionar se a reputação negativa construída ao redor deles foi maior do que seus próprios defeitos. Será? Metal Hammer listou discos que merecem uma segunda chance do público A abertura da lista, sem ordem de colocação, fica com Diabolus in Musica (1998), oitavo álbum do Slayer.
O disco é particularmente controverso porque surgiu em meio à ascensão do Nu Metal, quando nomes muitos começavam a dominar uma parcela importante do público jovem.
Outro álbum que apareceu na seleção foi No Prayer for the Dying (1990), do Iron Maiden, que chegou depois de uma sequência de discos cada vez mais ambiciosos, já que Powerslave (1984), Somewhere in Time (1986) e Seventh Son of a Seventh Son (1988) haviam expandido progressivamente a dimensão das composições da banda.
A ideia da revisão é questionar se a reputação negativa construída ao redor deles foi maior do que seus próprios defeitos. Será.