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Mundo Revisado por ULTRA AI

Uma mulher à frente da ONU seria o fim de uma injustiça histórica

Alguém duvida que, em oito décadas, mulheres notáveis poderiam ter liderado, e renovado, as Nações Unidas?

2 min de leitura
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Talvez nem a eleição para papa tenha tantos rodeios e meneios quanto a de secretário-geral da ONU. Insistindo na comparação, até o momento não há sinais de fumaça sobre quem vai suceder o português António Guterres no posto, a partir de janeiro de 2027.

Fala-se numa indicação a partir de dois quesitos inéditos: alguém da região da América Latina ou Caribe e uma mulher. Porém, tudo pode mudar nesta escolha um tanto quanto velada do Conselho de Segurança, com cinco membros permanentes e dez rotativos.

Já foram feitas duas votações secretas, e sabe-se lá quantas mais virão. Na primeira, Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica, levou a melhor.

Na segunda, Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra da Guiana, passou à frente. E um competidor retardatário, o diplomata Olara Otunnu, de Uganda, exibe fôlego.

Há outros competidores, entre eles, a ex-presidente chilena e ex-Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, candidata do Brasil e do México, e o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica.

As consultas continuam até que alguém atinja nove votos favoráveis, sem nenhum veto dos membros permanentes. A partir daí, o nome pode seguir para referendo da Assembleia-Geral.

Hoje, tabelas internas e não oficiais, divididas em votos de encorajamento, desencorajamento ou "sem opinião", lembram pesquisas eleitorais, numa disputa em que novos nomes ainda podem surgir.

Observadores anotam tudo, até mudanças súbitas nos perfis dos candidatos na Wikipedia. Por exemplo, procura-se um tópico intitulado "Controvérsias" na biografia de Grynspan.

Nem tão emocionante, porém crucial, é pensar no que se espera de quem comandará a organização. Guterres deixa o posto após enfrentar pandemia, guerras, limpezas étnicas, autocracias.

É inegável seu esforço para promover a reforma interna da instituição. Em 80 anos, a ONU acumulou milhares de mandatos; parte deles caducou, e agora o órgão amarga cortes orçamentários dramáticos.

O secretário-geral fez muito, mas talvez frustre pelo que deixou de fazer, como empregar todos os meios de evitar o extermínio na Faixa de Gaza.

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Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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