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Mundo Revisado por ULTRA AI

Um olhar sobre a geopolítica dos vistos

Histórico recente mostra uso do documento como ferramenta de influência externa

3 min de leitura
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Não foi trivial os Estados Unidos cancelarem o visto de Andrés Manuel López Beltrán, filho do ex-presidente mexicano López Obrador, que vem a ser o padrinho político da atual presidente, Claudia Sheinbaum.

Aconteceu dias atrás. Beltrán, um quadro do partido no poder, o Morena, alinhado ao populismo de centro-esquerda, tornou-se um "broken wing", ou seja, um asa quebrada.

Seus "voos" foram limitados pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

Cautelosa e calculista, Sheinbaum definiu o ato como ingerência americana, mas garantiu que nem por isso abrirá uma crise diplomática entre os dois países.

Já Beltrán afirma que a revogação do visto é sinal de que o país deve se preparar para uma ofensiva americana. A reação de ambos espelha o que se passa no seio do partido governista: uma disputa entre o sheinbaumrismo, de linha pragmática, e o obradorismo, de linha ideológica.

Resta saber se o pragmatismo da presidente satisfaz o plano da Casa Branca para a América Latina. Hoje Beltrán se defende de denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito, enquanto Sheinbaum reitera que os EUA não irão obrigá-la a adotar medidas contra o morenista.

Já López Obrador assiste a tudo do seu refúgio na cidade mexicana de Palenque. Aos 72 anos, ainda mantém o compromisso de ficar fora da política.

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Interessante examinar como o governo americano tem usado vistos como instrumento geopolítico. Desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025, foram cancelados 175 mil —envolvendo trabalhadores, executivos, estudantes, imigrantes e "personalidades expostas politicamente.

Aliás, deve ser esse o escaninho vip das autoridades brasileiras.

Vistos são medidas administrativas, e o governo americano, por meio do Departamento de Estado, age com discricionariedade para inclusive revogar o que já foi concedido.

Também cabe lembrar que a política migratória americana, desde muito, utiliza este expediente de acordo com a pauta de interesses do país.

Tempos depois, já no governo Trump, Rubio viajou para a Costa Rica. Foi recebido pelo então presidente, Rodrigo Chaves, um direitista alinhado a Washington. O secretário de Estado cobriu de elogios o país centro-americano, porém, semanas depois, cancelou o visto do ex-presidente costarriquenho e Nobel da Paz, Óscar Arias.

Vejamos: Arias foi quem abriu o contato diplomático do seu país com a China e mantém boas relações com Pequim. Quanto a Chaves, este festeja o cancelamento de vistos de seis diretores do La Nación, jornal que investiga as denúncias de assédio sexual que ele há anos protagoniza.

A rigor, um chefe de Estado não precisa explicar o que decide sobre vistos, mas há casos que falam por si. Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro suspendeu, unilateralmente, a exigência do documento para viajantes dos EUA.

Lula derrubou o decreto do antecessor em 2023. Mas foram necessários dois anos até que os americanos voltassem a exibir o documento ao pisar no Brasil.

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Em números

  • Desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025, foram cancelados 175 mil —envolvendo trabalhadores, executivos, estudantes

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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