O terremoto que atingiu a Colômbia no último dia 10 e matou 289 pessoas, segundo balanço divulgado neste domingo (16), colocou o governo de Abelardo de la Espriella sob escrutínio apenas três dias após a posse do novo presidente de ultradireita da América Latina.
Em uma semana, o líder declarou calamidade pública, suspendeu um giro que pretendia fazer pelo país, negou ajuda internacional de inúmeras nações e entrou em confronto com a gestão anterior, que chama de regime.
Inicialmente focado em dedicar os primeiros dias no Executivo a ações linha-dura na segurança pública e austeras na economia, conforme prometeu ao longo da campanha, Espriella foi obrigado a descartar o plano e se voltar para o tremor de magnitude 7,4 que atingiu 11 dos 32 departamentos do país.
A primeira medida foi o decreto de calamidade pública, que dá mais flexibilidade para contratações e agiliza trâmites do Estado. Em seguida, começou o trabalho junto à UNGRD (Unidade Nacional para Gestão de Risco de Desastres, na sigla em espanhol).
O órgão, porém, estava sob a chefia de Javier Pava, amigo de seu antecessor, Gustavo Petro —situação que parece ser fruto da tumultuada transição de poder após a vitória apertada do ultradireitista nas eleições de junho.
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No início de julho, quando ainda era presidente eleito, Espriella acusou Petro de tentar dar um golpe de Estado e suspendeu a transição de poder. Na prática, a medida não barrou a sua posse, mas impediu alguns procedimentos, como as tradicionais reuniões entre as equipes dos dois políticos.
Embora já tivesse um nome —David Tamayo, geólogo de Antioquia—, o novo presidente ainda não o havia empossado, o que aconteceu somente na noite de terça (11).
A mais controversa ação de Espriella, no entanto, foi a recusa de equipes estrangeiras de busca e resgate, com exceção das de quatro países: Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador.
Todos alinhados ideologicamente ao novo governo.
Em números
- O terremoto que atingiu a Colômbia no último dia 10 e matou 289 pessoas, segundo balanço divulgado neste domingo (16), co
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.