Terremotos provocam destruição em 3 países, em menos de uma semana.
Pelo menos três países registraram terremotos nos últimos dias. O mais grave ocorreu na Colômbia, onde um tremor de magnitude 7,4 matou mais de 290 pessoas e deixou cerca de 4 mil feridos, segundo o governo do país.
O terremoto atingiu o oeste colombiano na última segunda-feira e durou entre 90 segundos e dois minutos. O epicentro — ponto na superfície mais próximo de onde o terremoto começou — foi registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó.
Os tremores também foram sentidos em Bogotá, a cerca de 300 quilômetros de distância, e em países vizinhos. Casas foram danificadas e prédios desabaram enquanto moradores tentavam escapar.
Próximo ao local onde o terremoto começou, Gustavo estava trabalhando quando o prédio começou a balançar. Ele gravou um vídeo durante o tremor e conta que acreditou que não sobreviveria.
Mesmo assustado, Gustavo esperou os funcionários deixarem o prédio antes de descer pelas escadas. Todos sobreviveram.
Em uma clínica que resistiu ao terremoto, o pediatra Gérman Somoyar também precisou tomar uma decisão em meio ao caos: retirar com segurança dez recém-nascidos enquanto o prédio balançava.
Ele conta que conseguiu manter a calma e organizou a saída dos bebês com a ajuda de três enfermeiras e dois médicos.
Gérman também sentiu medo, mas afirma que não podia deixar que isso impedisse a retirada dos recém-nascidos.
Depois de verificar que não havia mais ninguém na unidade, ele deixou o local levando os dois últimos bebês. A equipe precisou descer seis andares com os recém-nascidos nos braços.
Todos conseguiram deixar o prédio em segurança. Depois da evacuação, os pais procuraram a equipe para saber se os filhos estavam bem.
Para o médico, a experiência ficará marcada para sempre.
Buscas começam após os desabamentos.
Quando o tremor terminou, moradores começaram a procurar pessoas que poderiam estar presas sob os escombros. Depois, equipes especializadas assumiram a coordenação dos resgates.
Voluntários também se juntaram às buscas. Um grupo de técnicos de som de cinema levou equipamentos capazes de identificar ruídos debaixo das construções destruídas, na tentativa de localizar possíveis sobreviventes.
Mas nem sempre foi possível chegar a tempo.
Felipe, integrante do grupo, contou o impacto de uma das vítimas encontradas durante as buscas.
Sobrevivente passa mais de seis horas sob os escombros.
Sandra estava em uma casa de três andares que desabou durante o terremoto. Presa sob os escombros, ela recebeu inicialmente a ajuda de vizinhos e voluntários.
A tentativa de retirá-la, porém, era arriscada. Enquanto abriam caminho, eles precisavam tomar cuidado para não provocar novos desabamentos sobre Sandra.
Quando os bombeiros chegaram com máquinas e outros equipamentos, o resgate continuou de forma cuidadosa. Eles tentaram retirá-la por cima dos escombros, mas encontraram uma viga, uma tubulação de gás e uma rede elétrica no caminho.
Sandra só foi retirada depois de mais de seis horas. Apesar dos ferimentos, não sofreu lesões graves.
Durante todo o tempo em que ficou presa, uma das preocupações era saber se a filha estava bem.
A Colômbia está em uma região de intensa atividade sísmica, onde três grandes placas tectônicas — Nazca, Sul-Americana e Caribe — se encontram.
O terremoto aconteceu por causa do movimento dessas placas. Nesse caso, a placa de Nazca desliza para baixo da placa Sul-Americana, em um processo chamado subducção.
Esse movimento acumula pressão ao longo do tempo. Quando a energia acumulada é liberada, ocorre o terremoto, explica o sismólogo Gilberto.
Outros terremotos atingem Indonésia e Espanha.
A Indonésia também registrou um terremoto de magnitude 7,7 na madrugada de sábado. Pelo menos 38 pessoas morreram.
No mesmo dia, um tremor de magnitude 5 provocou danos na cidade de Granada, na Espanha. Não houve feridos.
O sismólogo Gilberto explica que terremotos de grande magnitude são registrados regularmente.
Isso não significa, porém, que novos terremotos não possam acontecer. As placas tectônicas continuam se movimentando e, segundo o especialista, a energia acumulada pode ser liberada novamente.
Em números
- Pelo menos 38 pessoas morreram
- Terremoto de magnitude 7,4 causa destruição na Colômbia e mata mais de 290 pessoas
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.