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Mundo Revisado por ULTRA AI

Talibã convida EUA a voltarem ao Afeganistão, mas com diplomatas e dinheiro

'Consideramos encerrado o capítulo da guerra', afirma chanceler do regime fundamentalista ao New York Times

2 min de leitura
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Cinco anos depois de expulsar os Estados Unidos do Afeganistão, o Talibã está convidando o país a voltar —com diplomatas e dinheiro, mas sem presença militar.

Consideramos encerrado o capítulo da guerra e, de agora em diante, queremos relações baseadas no respeito mútuo e um novo capítulo de interação positiva", disse o ministro das Relações Exteriores afegão, Amir Khan Muttaqi, em entrevista ao New York Times na capital, Cabul.

Muttaqi afirmou que os EUA poderiam "reabrir sua embaixada, manter uma presença diplomática e investir" nas vastas riquezas minerais, barragens e estradas do Afeganistão, projetos que três governos americanos e seus aliados gastaram bilhões tentando desenvolver e que a insurgência talibã passou duas décadas tentando desmantelar.

A iniciativa pública, a primeira em anos por parte de uma autoridade talibã de tão alto escalão, é a mais recente investida do regime em uma longa tentativa de tirar o país do isolamento, com resultados variados.

No último ano, o regime talibã firmou uma parceria de defesa com a Rússia e fechou dezenas de acordos comerciais com vizinhos da Ásia Central, como o Uzbequistão.

Algumas de suas autoridades viajam regularmente a países do golfo Pérsico e se reuniram com o líder sírio Ahmed al-Sharaa. Cabul também coopera com países europeus interessados em deportar migrantes afegãos.

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Segundo cinco ex-autoridades americanas e afegãs familiarizadas com a estratégia talibã, o regime consideraria a retomada das relações com o governo Trump —com seu interesse pela diplomacia comercial e pouca consideração pelos direitos humanos— o ponto culminante de seus esforços diplomáticos.

O Talibã argumenta que trouxe ordem e segurança a todo o Afeganistão, eliminou a corrupção de sua administração e criou condições favoráveis ao investimento estrangeiro.

Mas os esforços para estabelecer relações com os EUA estão estagnados.

Não há interesse em Washington", disse Hassan Abbas, acadêmico radicado nos EUA e autor de um livro recente sobre o Talibã no poder. "Ninguém quer tocar nesse assunto.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mundo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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