Dois caminhões do Programa Mundial de Alimentos estavam devidamente identificados quando foram alvejados em Cordofão do Sul; ação destruiu carga que sustentaria pelo menos 5,8 mil civis durante um mês no país em conflito.
O Programa Mundial de Alimentos, WFP, condenou com veemência o ataque aéreo que destruiu dois de seus caminhões de assistência humanitária no Estado de Cordofão do Sul, no Sudão.
O bombardeio ocorreu no domingo perto do vilarejo de Dilling, quando o comboio seguia para a capital estadual, Kadugli. As viaturas que foram atingidas tinham visíveis as bandeiras e insígnias oficiais da agência especializada em alimentos.
A explosão destruiu mais de 50 toneladas métricas de mantimentos essenciais. Na carga havia cereais, ervilhas amarelas, óleo vegetal e sal. O volume chegaria para “garantir a sobrevivência de 5,8 mil pessoas em situação de fome extrema por um mês inteiro.”.
Em comunicado, publicado em Genebra, a agência destaca que a perda do comboio atinge de forma grave os esforços de ajuda emergencial em Kadugli. Na área, o WFP auxilia quase 58 mil pessoas em níveis críticos de insegurança alimentar.
O mais novo incidente é o oitavo ataque aéreo registrado contra instalações ou operações do WFP no Sudão desde o início do ano. O fato ilustra o alto perigo do ambiente operacional enfrentado pela comunidade de ajuda humanitária no país.
A agência da ONU reforçou que agressões contra trabalhadores humanitários e ativos de resgate violam o Direito Internacional Humanitário e precisam cessar imediatamente.
O ataque soma-se a relatos do avanço dos confrontos aéreos sobre civis. Segundo dados da Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, até 1,1 mil civis morreram no Sudão apenas em ataques realizados por drones entre janeiro e junho deste ano.
A guerra no Sudão provocou uma das piores crises humanitárias globais desde que começou, em 15 de abril de 2023.
Estima-se que o conflito entre as Forças Armadas do Sudão, SAF, e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, RSF, tenha matado dezenas de milhares de pessoas e forçado o deslocamento de aproximadamente 13 milhões de civis.
Em números
- Quando foram alvejados em Cordofão do Sul; ação destruiu carga que sustentaria pelo menos 5,8 mil civis durante um mês no país em conflito
- A explosão destruiu mais de 50 toneladas métricas de mantimentos essenciais
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- Na área, o WFP auxilia quase 58 mil pessoas em níveis críticos de insegurança aliment
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