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Mundo Revisado por ULTRA AI

Para vítimas de tráfico humano, escapar de criminosos não garante volta para casa

Brasileiros dependem de assistência de organizações sociais mediante auxílio limitado oferecido pelo Itamaraty

2 min de leitura
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Bambang (nome fictício), 35, esperava a abertura da Embaixada da Indonésia em Phnom Penh, capital do Camboja, para pedir ajuda. Assim como ele, outros quatro homens que haviam escapado de complexos de golpes precisavam de auxílio consular.

Ele estava lá para buscar o novo passaporte. O anterior havia sido retido pelos criminosos que o mantinham preso em um complexo em Poipet, a cerca de 400 km da capital.

Pai de duas crianças, foi ao país enganado por um conhecido com a promessa de trabalho na área de telemarketing e ganhos altos, mas, ao chegar, tornou-se vítima de tráfico humano e foi obrigado a aplicar golpes em pessoas de seu país de origem.

Quando não atingia as metas, era agredido com socos e tapas. Os outros indonésios ao seu lado também relataram choques e privação de comida por até um mês.

Quero voltar o quanto antes. Já pedi para a minha família ajudar com o dinheiro da passagem, mas o preço é muito alto", diz Bambang.

Mesmo após escaparem dos complexos, nome dado aos locais de onde partem golpes eletrônicos, vítimas de tráfico humano enfrentam dificuldade para ter acesso a comida, abrigo e dinheiro para voltar para casa.

A barreira, comum entre traficados de diferentes nacionalidades, é também uma realidade para os brasileiros, que se veem entre a burocracia do governo e a disponibilidade de organizações sociais.

O crescente número de vítimas no Sudeste Asiático fez a questão ser tema de alerta consular do Itamaraty, que identificou a área como o principal destino de brasileiros traficados para exploração laboral.

Diante disso, a pasta recomenda recusar ofertas de trabalho que prometam ganhos elevados, contratação rápida ou intermediação informal na região.

A Embaixada do Brasil em Phnom Penh, aberta em 2025, passou a ser uma das frentes de atendimento dos casos no Camboja, país que liderou o número de registros sob o Protocolo Operativo Padrão de Atendimento no mesmo ano, segundo o Ministério da Justiça.

Em números

  • A sido retido pelos criminosos que o mantinham preso em um complexo em Poipet, a cerca de 400 km da capital

Fontes consultadas

  • Folha Mundolink

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